Com Petrobras na ponta, estatais lucram R$ 136 bi e pagam R$ 65 bi em dividendos no 3T25
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
A Petrobras (PETR4) superou as expectativas do mercado ao anunciar os resultados e os dividendos do terceiro trimestre. Contudo, ainda pode liberar novos proventos nas próximas semanas.
O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Fernando Melgarejo, disse nesta sexta-feira (8) que o pagamento de dividendos extraordinários não está descartado.
🗓️ A decisão sobre o assunto deve sair junto com o próximo Plano Estratégico da Petrobras, previsto para 21 de novembro. Ou seja, em cerca de 15 dias.
"Isso deve ser avaliado na confecção de planejamento estratégico", afirmou Melgarejo, ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários.
Ele acrescentou que, se considerar "adequado", pode sugerir a distribuição dos dividendos extraordinários ainda neste mês de novembro.
"Se tivermos um nível de confiança adequado, vamos propor à companhia esse pagamento, junto com o planejamento estratégico", declarou.
Neste caso, os dividendos extraordinários podem ser pagos ainda neste ano.
Em conferência com o mercado, Melgarejo explicou que, se o Plano Estratégico e a decisão sobre os dividendos extraordinários saírem até o próximo dia 21, como esperado, "tecnicamente é possível fazer a distribuição no próprio ano, até o final de dezembro".
O diretor lembrou, contudo, que a decisão sobre dividendos depende do fluxo de caixa: "Preciso saber se há caixa e se a distribuição é sustentável".
Petrobras (PETR4) pagará R$ 17,12 bilhões em dividendos ordinários
A política de remuneração aos acionistas da Petrobras prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no seu Plano Estratégico (atualmente US$ 65 bilhões).
No terceiro trimestre deste ano, a estatal teve um fluxo de caixa livre de R$ 38 bilhões. Já o endividamento bruto foi de US$ 59,1 bilhões. E o lucro líquido subiu 22,3%, para R$ 32,6 bilhões.
Melgarejo classificou os resultados financeiros como "consistentes num contexto de queda no preço do Brent".
💰 Com isso, a companhia anunciou na noite de quinta-feira (7) a distribuição de R$ 17,12 bilhões em dividendos ordinários, o equivalente a R$ 1,32 por ação.
O valor dos dividendos superou as expectativas do mercado. A XP, por exemplo, projetava um rendimento de 3% sobre as ações, mas calcula que o retorno chegará a 3,7% com o montante de proventos anunciados pela estatal.
Ainda assim, a XP vê "um espaço significativo para a distribuição de dividendos extraordinários", dada a redução da alavancagem da companhia.
📊 Os analistas calculam que a Petrobras pode pagar até US$ 4,5 bilhões em dividendos extraordinários no curto prazo. Isto é, quase R$ 26 bilhões no câmbio atual. E esse valor ainda poderia subir, caso o pagamento seja postergado, segundo a XP.
O Santander reforçou que a "posição de caixa robusta" da Petrobras deve permitir o pagamento de dividendos extraordinários até o final do ano, provavelmente junto com o Plano Estratégico. Por isso, reiterou a recomendação de compra para os papeis da companhia.
"Acreditamos que a ação continua sendo uma opção sólida no setor de Óleo e Gás da América Latina em meio à volatilidade do preço do petróleo, impulsionada por seu potencial de dividendos extraordinários até o final do ano e potenciais resultados positivos da próxima revisão do Plano Estratégico", avaliou o Santander.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
A estatal também reforçou que o valor pago pelo consumidor final não depende apenas do preço da molécula do gás comercializado.
Ela lembrou ainda que a companhia já mantém um projeto de gás natural na Colômbia.
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