ANP libera Petrobras (PETR4) para voltar a perfurar na Foz do Amazonas
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
🚨 O simulado de emergência conduzido pela Petrobras (PETR4) na Bacia da Foz do Amazonas, em águas profundas do Amapá, caminha para a reta final sem qualquer registro de incidentes, segundo fontes próximas à companhia.
A operação, iniciada no último domingo (24), é considerada pela estatal como a última etapa antes da aguardada decisão do Ibama sobre a liberação da licença para perfuração de um poço exploratório na região.
A Avaliação Pré-Operacional (APO), como é chamado o exercício, mobilizou cerca de 400 profissionais, aeronaves, embarcações e até a própria sonda destinada à futura perfuração. “Está tudo transcorrendo como o planejado. A expectativa é encerrar ainda hoje, mas a definição cabe ao Ibama”, disse uma fonte à Reuters.
O órgão ambiental confirmou que o exercício segue em andamento e que apenas após a conclusão poderá fornecer informações adicionais sobre o resultado.
A Petrobras vem pleiteando há anos a autorização para perfurar na Foz do Amazonas e já desembolsou centenas de milhões de reais em infraestrutura, centros de resgate de fauna e flora e demais exigências ambientais.
“Sem dúvida, é o maior investimento já feito por uma empresa no Brasil em busca de um licenciamento”, destacou uma das fontes.
O último simulado semelhante realizado pela estatal havia ocorrido em 2023, na Bacia Potiguar, no litoral nordestino.
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A indústria de petróleo vê na Bacia da Foz do Amazonas um potencial comparável ao de países vizinhos, como Guiana e Suriname, que registraram grandes descobertas em áreas de geologia semelhante.
Caso confirmada a presença de hidrocarbonetos, a região pode abrir uma nova fronteira exploratória para o Brasil, ampliando a curva de produção nacional prevista até o início da próxima década.
Entretanto, a iniciativa enfrenta resistência de setores ambientais e parte do governo, que apontam riscos em uma área sensível e ainda pouco estudada.
“É uma região promissora, mas complexa do ponto de vista socioambiental. Só a perfuração poderá confirmar a presença de petróleo”, explicou Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), em evento recente.
📊 A expectativa do mercado é que, caso a APO seja validada pelo Ibama, a Petrobras finalmente obtenha a licença para iniciar os trabalhos de perfuração — passo crucial para confirmar ou não as projeções sobre o potencial da Foz do Amazonas.
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
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