Petrobras (PETR4) bate metas e recordes de produção em 2025; veja números

A produção de óleo cresceu 11% no ano e atingiu 2,40 milhões de barris por dia.

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Publicado em 16/01/2026 às 08:13h - Atualizado Agora Publicado em 16/01/2026 às 08:13h Atualizado Agora por Marina Barbosa
A produção da Petrobras foi puxada pelo pré-sal (Imagem: Shutterstock)
A produção da Petrobras foi puxada pelo pré-sal (Imagem: Shutterstock)
A Petrobras (PETR4) bateu novos recordes de produção em 2025, superando as metas do ano.
📈 A companhia produziu 2,40 milhões de barris de óleo por dia, ao todo. O volume cresceu 11% em relação a 2024 e superou em 4% a meta traçada pela estatal no seu Plano de Negócios, que era produzir 2,30 milhões de barris em 2025.
Já a produção total de óleo e gás natural alcançou 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O volume também cresceu 11%, atingindo uma nova máxima histórica e superando a meta de 2,8 milhões de barris.
A produção comercial de óleo e gás natural também ficou acima das projeções, ao alcançar 2,62 milhões de barris.
"Além de superar os guidances estabelecidos, as marcas de produção de óleo, produção comercial e produção total superaram recordes anuais históricos registrados ao longo de uma trajetória de mais de 70 anos", destacou a Petrobras.
Os números foram divulgados na quinta-feira (15) e renovam a expectativa pelos resultados financeiros e pelos dividendos referentes ao quarto trimestre de 2025, que serão divulgados pela companhia no dia 5 de março.

Pré-sal puxou resultados

🛢️ Os novos recordes de produção foram impulsionados pelo pré-sal, que alcançou 2,45 milhões de barris de óleo equivalente por dia e, assim, entregou 82% de toda a produção da Petrobras.
No ano passado, a companhia colocou mais duas plataformas de petróleo em operação na região: o FPSO Almirante Tamandaré e o FPSO Alexandre de Gusmão, que ficam nos campos de Búzios e Mero, recentemente. Com isso, o campo de Búzios atingiu a marca de 1 milhão de barris de óleo por dia de produção operada.
Além disso, o FPSO Marechal Duque de Caxias atingiu o seu topo de produção, em Mero, e a estatal seguiu com o processo de ramp-up de outras três plataformas de petróleo: os FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi e Anna Nery, nos campos de Jubarte, Marlim e Voador, respectivamente.
Segundo a Petrobras, "o aumento significativo de eficiência operacional de todas as unidades operacionais foi fundamental para a superação das metas de produção".

De olho no futuro

Ao apresentar os resultados, a estatal lembrou que uma nova plataforma de petróleo entrou em produção no campo de Búzios no último dia de 2025, o que pode contribuir com a produção deste ano.
"A sétima plataforma, P-78, que entrou em operação em 31 de dezembro, contribuirá para a continuidade da trajetória de crescimento da produção da companhia", afirmou.
No entanto, há uma expectativa de que a produção do pré-sal entre em declínio a partir de 2031. Por isso, a companhia tem tentado abrir novas frentes de exploração.
A principal aposta da empresa nesse sentido é a Margem Equatorial, especialmente a Foz do Amazonas. O processo de exploração no bloco, no entanto, foi paralisado no início deste ano após um vazamento.

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