Fusão entre Petz e Cobasi é concluída e grupo estreia na B3 como AUAU3
Com o martelo batido, os acionistas da Petz receberão uma compensação no montante total de R$ 320,8 milhões em dinheiro.
A fusão entre Petz (PETZ3) e Cobasi precisará superar mais um desafio para poder sair do papel. É que a Petlove recorreu da decisão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que havia aprovado a operação.
⚠️ Em recurso apresentado nesta segunda-feira (23), a Petlove argumenta que a fusão pode "trazer graves prejuízos" à concorrência e aos consumidores finais do segmento pet.
A fusão entre Petz e Cobasi deve criar uma gigante pet, com um faturamento estimado de R$ 6,9 bilhões e mais de 20 marcas próprias no portfólio, entre produtos de higiene, alimentação e lifestyle animal.
A Petlove avalia que "nenhum dos demais players que atuam no segmento pet será capaz de contestar o poder de mercado da Empresa Combinada".
🗣️ "Ao contrário, a Operação levará à eliminação da única rivalidade existente e a Empresa Combinada ficará livre para aumentar preço, sem qualquer incentivo para repassar quaisquer eficiências ao consumidor", reclama.
A Petlove pede, então, que a combinação de negócios seja reprovada pelo Cade ou, ao menos, receba alguns "remédios estruturais e comportamentais robustos, capazes de preservar a concorrência".
No recurso, a companhia reconhece que "tem interesses diretos afetados" pela transação. Contudo, diz que não é única a se preocupar com o negócio no mercado.
"O teste de mercado conduzido pela própria SG (Superintendência-Geral do Cade) confirma que a maioria dos concorrentes e fornecedores vê a Operação com preocupação, apontando riscos de exclusão de rivais, aumento de preços e redução da diversidade de oferta", afirma.
⚖️ A Superintendência-Geral do Cade havia aprovado sem restrições a fusão entre Petz e Cobasi no último dia 2 de junho. Contudo, a decisão não era definitiva e deve ser levada ao Tribunal do Cade agora que foi questionada pela Petlove.
Ainda não se sabe quando o Tribunal do Cade deve se debruçar sobre o assunto. Contudo, Petz e Cobasi garantiram ter recebido "com tranquilidade" o recurso da Petlove.
Em nota, as companhias ainda disseram que "confiam na decisão dos conselheiros, com base nos estudos feitos pela Superintendência-Geral do Cade, que aprovou a operação sem restrições por não haver qualquer risco concorrencial em um mercado pulverizado e competitivo".
Com o martelo batido, os acionistas da Petz receberão uma compensação no montante total de R$ 320,8 milhões em dinheiro.
A operação ocorre no apagar das luzes de 2025, servindo como o último grande ajuste societário antes da união definitiva das duas varejistas.
De acordo com o JPMorgan, o mercado ainda não está disposto a pagar pelo novo valor antes que ele se torne realidade.
Empresa resultante da fusão das gigantes do segmento pet estreia na B3 em janeiro de 2026.
Empresas esperam concluir a fusão em 2 de janeiro, com a incorporação da Petz pela Cobasi.
Lojas ficam em São Paulo e respondem por 3,3% do faturamento da companhia combinada.
Segundo a petição, a Petlove argumenta ser a candidata mais qualificada para adquirir os ativos que forem colocados à venda.
As vendas no canal físico atingiram R$ 583,220 milhões, alta de 8,1%.
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