Oi (OIBR3) de saída da B3? Entenda a nova situação das ações
Valendo centavos, as ações ordinárias da Oi deixaram de ter uma negociação contínua na B3.
O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou, na última quarta-feira (3), uma proposta de solução consensual para solucionar divergências em contratos de concessão do STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado).
📱 Esse acordo histórico, firmado entre o TCU, a Oi (OIBR3), a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações ) e o MCom (Ministério das Comunicações), garante investimentos de R$ 5,8 bilhões no setor, além de evitar um potencial prejuízo bilionário à União na maior arbitragem em curso contra a administração pública brasileira.
No entanto, o futuro do telefone fixo no Brasil e os investimentos bilionários no setor ainda depende da anuência ou aprovação da AGU (Advocacia-Geral da União). A Oi, como a maior concessionária do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), atualmente é responsável pela prestação de telefonia fixa local e de longa distância em todo o país, exceto no estado de São Paulo.
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📞 Esse acordo se insere em um contexto de mudanças no cenário das telecomunicações, marcado pelo desuso progressivo do STFC e pela crescente adoção de tecnologias móveis e de internet banda larga. Reconhecendo essa mudança, a Lei 13.879/2019 alterou a LGT (Lei Geral de Telecomunicações) para permitir a adaptação dos contratos de concessão do STFC para autorizações.
Vale lembrar que esse acordo se insere em um contexto de desafios para a Oi, que enfrenta problemas financeiros desde 2016 e atualmente está em fase de recuperação judicial. Em abril deste ano, a empresa conseguiu aprovar um plano de recuperação junto a credores, buscando reestruturar as dívidas e captar mais de R$ 3,00 bilhões em financiamentos.
🗣️ Conforme comunicado, o processo agora segue as diretrizes do Chapter 15, destinado a empresas devedoras nos EUA. Essa decisão afeta subsidiárias da empresa, como Portugal Telecom Finance BV e Oi Brasil Holdings Coöperatief. O plano já tinha sido aprovado pelos credores em assembleia geral ocorrida em abril e recebeu homologação do Juízo da RJ em maio.
“A decisão e ordem da Corte de Falência dos Estados Unidos dispensa, ainda, a oferta e venda de valores mobiliários distribuídos no contexto do plano de RJ de requisitos de registro dos Estados Unidos que seriam aplicáveis”, informou a empresa em comunicado.
Valendo centavos, as ações ordinárias da Oi deixaram de ter uma negociação contínua na B3.
A Justiça Federal antecipou a decretação de falência da Serede.
A direção da tele permanece afastada, e a gestão integral fica sob comando judicial.
O compromisso entre Oi e Anatel contemplava a liberação de depósitos referentes a uma ação judicial ligada ao Fust.
Os fundos sob sua administração alienaram todas as 64.811.440 ações ordinárias remanescentes.
Companhia de telefonia voltou ao balcão da bolsa na tarde de sexta
Bens da Oi serão vendidos para pagar dívidas, mas acionistas estão no fim da fila de pagamento.
A juíza ainda determinou o afastamento da diretoria e do Conselho de Administração da companhia.
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