Oi (OIBR3) não divulgará balanços do 1T26 e 2T26 e ainda deve números de 2025
A companhia não divulgará os balanços do 1º e 2º trimestre de 2026, acumulando mais atrasos junto aos resultados de 2025.
💲 A operadora de telecomunicações Oi (OIBR3), atualmente em recuperação judicial, anunciou planos ambiciosos para 2025: a venda de 500 propriedades de um portfólio que ultrapassa 7 mil imóveis.
Essa iniciativa faz parte de sua estratégia de reestruturação financeira, mas o mercado reagiu de forma negativa à notícia, com as ações da empresa recuando mais de 10% nesta terça-feira (18).
Recentemente, a Oi completou sua transição do regime de concessão para autorização, um marco que promete trazer maior flexibilidade para captação de recursos.
A empresa descreveu a mudança como o início de uma nova etapa.
"Essa decisão representa uma fase de maior liberdade operacional, permitindo à companhia focar em fortalecer sua estrutura financeira", destacou a operadora em comunicado oficial.
Desde que iniciou sua jornada de reestruturação, a Oi já alienou cerca de 80 ativos imobiliários, incluindo propriedades icônicas como sua antiga sede no Leblon, Rio de Janeiro, e o edifício da antiga Brasil Telecom, em Brasília.
No entanto, o plano de 2025 visa acelerar a monetização de ativos, aumentando o fluxo de caixa para sustentar suas operações.
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Apesar do otimismo da empresa com sua estratégia, o mercado foi implacável. Às 16h20 (horário de Brasília), os papéis OIBR3 caíam 11,38%, sendo negociados a R$ 1,48.
No pregão anterior, a ação havia fechado a R$ 1,67, com pico intradiário de R$ 2,19.
Essa volatilidade reflete a desconfiança dos investidores em relação à capacidade da Oi de gerar valor a partir da venda de ativos, além das incertezas sobre sua recuperação financeira de longo prazo.
A Oi enfrenta uma pressão crescente para equilibrar suas operações e se reposicionar no mercado.
A venda de imóveis é apenas uma das iniciativas da operadora para lidar com uma dívida elevada e a redução do fluxo de caixa.
A transição para o regime de autorização pode ser um facilitador nesse processo, mas o sucesso dependerá de uma execução ágil e eficaz.
📉 Com um portfólio extenso e ativos imobiliários em locais estratégicos, a venda dos imóveis tem potencial para gerar recursos significativos.
Porém, o mercado continuará atento à capacidade da empresa de converter essas operações em resultados palpáveis e à reação dos credores diante das medidas adotadas.
A companhia não divulgará os balanços do 1º e 2º trimestre de 2026, acumulando mais atrasos junto aos resultados de 2025.
O acionista informou que a alienação das ações não tem como objetivo alterar a estrutura administrativa da companhia.
Empresa em recuperação judicial ainda precisa cumprir rito burocrático para concluir a transação.
De acordo com a manifestação, essa redução poderá tornar a operação da empresa financeiramente insustentável.
Os recursos contestam a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
Victor Adler e pessoas vinculadas passaram a possuir 122 mil ações preferenciais da Oi.
A decisão manteve a liquidação ordenada dos ativos pelo gestor judicial até o julgamento do mérito dos recursos.
A empresa divulgou a informação na última terça-feira (12).
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