Nubank (ROXO34) entra na Febraban com bênção do Itaú e mira licença do BC

Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, recomendou a entrada do Nubank na Febraban e o conselho aprovou por unanimidade.

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Publicado em 16/03/2026 às 18:49h - Atualizado Agora Publicado em 16/03/2026 às 18:49h Atualizado Agora por Matheus Silva
A filiação chama atenção pelo histórico de tensão entre as partes (Imagem: Shutterstock)
A filiação chama atenção pelo histórico de tensão entre as partes (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Nubank (ROXO34) anunciou nesta segunda-feira (16), sua filiação à Febraban (Federação Brasileira de Bancos), movimento que marca uma virada na relação entre a fintech e as instituições financeiras tradicionais. 
A adesão foi aprovada por unanimidade a partir de recomendação favorável de Milton Maluhy Filho, conselheiro diretor da Febraban e CEO do Itaú Unibanco (ITUB4).
A iniciativa ocorre em meio ao pedido de licença bancária que o Nubank mantém em análise no Banco Central.
Para o CEO da Febraban, Isaac Sidney, "a iniciativa do Nubank é muito bem-vinda. Isso demonstra seu interesse em participar ativamente dos espaços de diálogo e de articulação institucional da indústria e, ao mesmo tempo, evidencia a valorização, por parte da Febraban, da pluralidade, do debate qualificado e da construção setorial de soluções em um ambiente representativo e diverso."

Filiação vira reforço para agenda regulatória e institucional

Segundo o Nubank, a filiação à Febraban integra o plano em curso para a obtenção da licença bancária junto ao Banco Central. 
A empresa informou ainda que seguirá participando de outras entidades setoriais, como Zetta, ABBC e ANBIMA, "contribuindo para as agendas de competitividade, inovação e sustentabilidade do sistema financeiro."
A Febraban, por sua vez, avaliou que a decisão está "alinhada ao seu compromisso permanente com a pluralidade de visões da indústria financeira brasileira."

O histórico de atritos entre Nubank e bancões

A filiação chama atenção pelo histórico de tensão entre as partes. Em dezembro do ano passado, Nubank e Febraban trocaram críticas públicas em uma disputa sobre quem pagava mais impostos no sistema financeiro brasileiro.
Antes disso, em 2021, o Nubank foi um dos fundadores da Zetta, associação criada para representar os interesses das fintechs em debates regulatórios e que funcionava, na prática, como contraponto à Febraban.
Naquele mesmo ano, após a Zetta questionar as tarifas dos grandes bancos, a Febraban rebateu afirmando que o Nubank cobrava juros mais altos no rotativo do cartão de crédito do que a média das instituições tradicionais. 
Em resposta, o Nubank acusou a federação de desviar o debate sobre tarifas bancárias.
Em outro momento de embate, a Febraban chegou a publicar que "o Nubank pratica o dobro de taxas de juros dos grandes bancos, tem inadimplência de três a sete vezes maior e níveis bem superiores de lucratividade, mas zero investimento em atendimento presencial ou programas sociais."
📊 A filiação à Febraban pode sinalizar um apaziguamento dessa rivalidade, aproximando fintechs e bancões em um ambiente regulatório cada vez mais integrado.

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