Não é só no Brasil: por que as bolsas estão caindo ao redor do mundo?
Temor de recessão nos EUA afeta mercados globais

O principal índice da bolsa de valores brasileira amanheceu em forte queda, mostram dados da B3. Nos primeiro minutos desta segunda-feira (5), o Ibovespa (IBOV) estava cotado em 125.759 pontos, enquanto passou de 128 mil pontos na semana passada.
A variação negativa, no entanto, parece não ser uma exclusividade tupiniquim. A bolsa de Tóquio, no Japão, acumula seu pior resultado em 37 anos, com baixa de 11%, enquanto o índice FTSE 100, de Londres, abriu esta manhã mais de 2% abaixo do registrado na semana passada.
Um dos principais motivos para esse pânico geral vem dos Estados Unidos, onde o governo registrou uma desaceleração da economia. Por lá, já tem banco de investimentos temendo uma recessão econômica, conforme pontuou o Goldman Sachs em nota no domingo (4).
📈 Leia mais: Bolsa do Japão tem queda histórica e circuit breaker é acionado; entenda
"Aumentamos nossas probabilidades de recessão em 12 meses em 10 pontos porcentuais para 25%", escreveram os analistas da instituição financeira.
Ainda em Washington, na semana passada, o governo publicou os dados de empregos de julho, que somaram a criação de 114 mil postos de trabalho em julho. O número veio abaixo da projeção do mercado, que esperava algo em torno de 185 mil.
Outro ponto é a valorização do iene japonês frente ao dólar, que tem batido recordes depois que o país asiático decidiu aumentar sua taxa básica de juros. Embora seja um acontecimento do outro lado do mundo, a subida de juros por lá mexe com todo o cenário econômico mundial, já que muitos bancos emitem dívida em iene (com juros baixíssimo) para emprestar em outros mercados, como o brasileiro, onde a Selic está acima de 10% ao ano.
Essa subida do iene provoca outro impacto nos mercados globais, considerando que as exportações deste país se espalham por diversos continentes. É importante destacar que, em razão do fuso horário, o mercado japonês está repercutindo hoje o que aconteceu no ocidente na semana passada.
Circuit breaker
O movimento de baixa foi tão forte no Japão que a bolsa local acionou o mecanismo chamado "circuit breaker” (disjuntor, em tradução literal). Esta é a ferramenta que os organizadores de mercado de balcão tem para interromper a negociação de papeis e evitar uma baixa ainda mais acentuada.
Por lá, uma das empresas mais afetadas foi o banco Mitsubishi UFJ, que viu seu valor de mercado cair 21%. No Brasil, o BDR da instituição financeira registra baixa de 9,4% nesta segunda.
Veja movimento das bolsas hoje
Das principais bolsas de valores do mundo, nenhuma opera com desempenho positivo nesta segunda. Segundo dados da plataforma Investing, a queda nos indicadores sao as seguintes:
- Nikkei (Japão): -13.4%
- Kospi (Coreia do Sul): -8,7%
- Nasdaq (Estados Unidos): -4,6%
- ASX 200 (Austrália): 3,7%
- MOEX (Rússia): 2,8%
- Euro Stoxx (Europa): -2,8%
- BSE Sensex (Índia): -2,7%
- Ibovespa (Brasil): -1,9%
- Shanghai (China): -1,5%

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