Azul (AZUL54) lança oferta de ações de R$ 7,4 bilhões; veja detalhes
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Apesar do avanço das negociações com credores, a Azul (AZUL4) teve o seu rating rebaixado por mais uma agência de classificação de risco.
📉 A Moody's cortou na sexta-feira (20) a nota de crédito da Azul de Caa1 para Caa2. A perspectiva do rating também foi revisada, caindo de positiva para negativa.
A S&P Global Ratings já havia feito o mesmo no início de setembro, por causa dos "resultados mais fracos" e da "liquidez mais apertada" da companhia aérea.
Segundo a Moody's, "o rebaixamento dos ratings da Azul reflete os resultados mais fracos que a empresa registrou durante 2024 e a queima de caixa resultante, o que aumentou os riscos de liquidez".
💲 A agência de classificação de risco lembrou que a Azul gerou um Ebit de R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre de 2024, mas também registrou uma queima de caixa de R$ 1,2 bilhão no período devido à "alta necessidade de capital de giro, endividamento e despesas de capital".
Com isso, a Azul ficou com uma posição de caixa de R$ 1,4 bilhão, R$ 500 milhões a menos do que o registrado no final de 2023. A empresa, no entanto, tem R$ 5,9 bilhões em obrigações financeiras e de arrendamento com vencimento no curto prazo, segundo a Moody's.
"O risco de liquidez da Azul aumentou e a empresa precisará buscar renegociações adicionais com arrendadores e financiamento adicional para suprir suas necessidades de liquidez", alertou a agência.
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A Azul reiterou nos últimos dias que "está em negociações com arrendadores de aeronaves para otimizar a estrutura de equity". Uma das saídas em análise é a substituição de dívida por participação societária na Azul.
De acordo com a Moody's, a capacidade da empresa de aumentar liquidez, refinanciar suas obrigações financeiras e controlar a queima de caixa será fundamental na avaliação futura dos seus ratings.
Afinal, a nota atual "reflete a exposição da Azul à volatilidade da indústria aérea e aos crescentes riscos macroeconômicos, combinados com suas métricas de crédito ainda fracas".
Já a perspectiva negativa do rating é fruto do "perfil de liquidez apertado da Azul e a dependência da empresa em renegociações adicionais com locadores ou iniciativas de refinanciamento adicionais".
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
Segundo a empresa, o progresso está alinhado ao cronograma inicialmente proposto para a conclusão do processo.
O resultado operacional foi de R$ 376,7 milhões, com margem de 20,6%.
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