MG multa Vale (VALE3) em R$ 1,7 mi e paralisa atividades em duas minas

Além da multa, a mineradora teve atividades suspensas em áreas estratégicas dos empreendimentos de Fábrica e Viga.

Author
Publicado em 29/01/2026 às 19:26h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 29/01/2026 às 19:26h Atualizado 1 minuto atrás por Matheus Silva
Segundo o governo, a dimensão total dos danos ainda está em análise (Imagem: Shutterstock)
Segundo o governo, a dimensão total dos danos ainda está em análise (Imagem: Shutterstock)
A Vale (VALE3) foi autuada em R$ 1,7 milhão pelo governo de Minas Gerais após a identificação de danos ambientais provocados por extravasamentos em estruturas de duas de suas minas
Além da multa, a mineradora teve atividades suspensas por tempo indeterminado em áreas estratégicas dos empreendimentos de Fábrica e Viga, localizados entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas.
A penalidade foi aplicada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que apontou falhas operacionais e impactos relevantes aos recursos hídricos da região.

Onde as operações foram suspensas

No caso da Mina de Viga, a determinação atinge todo o empreendimento, interrompendo integralmente as atividades até que a empresa comprove a eliminação dos riscos ambientais. 
Já na Mina de Fábrica, a suspensão é mais localizada, restrita às operações na cava 18, área diretamente associada ao extravasamento.
Segundo o governo estadual, a retomada das atividades só será autorizada após a adoção de medidas eficazes de controle e mitigação dos danos identificados.

Falhas operacionais e impacto ambiental

A fiscalização apontou falhas no sistema de drenagem das duas minas, agravadas pelo elevado volume de chuvas registrado na região Central de Minas Gerais nos últimos dias.
Na Mina de Fábrica, houve extravasamento de água com sedimentos estimado em 262 mil metros cúbicos. 
O material atingiu áreas internas da CSN Mineração (CMIN3) e provocou assoreamento de cursos d’água que deságuam no Rio Maranhão, incluindo os córregos Ponciana e Água Santa.
Já na Mina de Viga, o Núcleo de Emergência Ambiental identificou o escorregamento de um talude natural na área de lavra, com carreamento de sedimentos para o córrego Maria José e, posteriormente, para o Rio Maranhão.

Medidas exigidas da mineradora

A Semad determinou uma série de ações imediatas que a Vale deverá cumprir. Entre elas estão a limpeza das áreas afetadas, a contenção de novos fluxos de sedimentos e o início do monitoramento contínuo da qualidade das águas no entorno das minas.
Além disso, a mineradora terá de apresentar um plano de recuperação ambiental detalhado, contemplando desassoreamento, recuperação das margens e outras intervenções necessárias para restaurar os cursos d’água impactados.
A empresa também foi obrigada a enviar um relatório técnico completo explicando as causas do incidente e todas as suas consequências ambientais.

Impactos ainda estão sendo avaliados

De acordo com o governo mineiro, a dimensão total dos danos ainda está em análise. 
📊 Técnicos seguem em campo para mensurar a extensão dos impactos ambientais e definir se novas medidas ou penalidades adicionais serão necessárias.

VALE3

Vale
Cotação

R$ 87,41

Variação (12M)

86,65 % Logo Vale

Margem Líquida

14,15 %

DY

8.76%

P/L

13,14

P/VP

1,82