Mercado de trabalho começa o ano estável com desemprego em 5,4%, mostra IBGE

Taxa repete resultado de dezembro, enquanto renda média do brasileiro sobe para R$ 3,6 mil.

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Publicado em 05/03/2026 às 11:20h - Atualizado 17 horas atrás Publicado em 05/03/2026 às 11:20h Atualizado 17 horas atrás por Wesley Santana
Desemprego continua em uma das menores taxas da série histórica (Imagem: Shutterstock)
Desemprego continua em uma das menores taxas da série histórica (Imagem: Shutterstock)

A taxa nacional de desemprego se manteve no mesmo patamar no trimestre terminado em janeiro. Segundo o IBGE, chegou ao fim do mês em 5,4%, replicando o resultado auferido em dezembro do ano passado.

No entanto, o valor representa uma queda de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2025, o resultado foi de 6,5%, conforme destacou o relatório do mesmo órgão.

O levantamento constatou que atualmente a população ocupada é de 102,7 milhões de pessoas, enquanto a desocupada é de 5,9 milhões. A quantidade de brasileiros fora da força de trabalho chega a 66,3 milhões.

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Já os subocupados, que são aqueles que gostariam de trabalhar mais horas, também se mantiveram em um patamar estável de 4,5 milhões. O grupo de desalentados, formado por quem desistiu de buscar emprego, também ficou em 2,7 milhões, caindo 15% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Entre os empregados com carteira assinada, são 39,4 milhões ; e 13,4 milhões estão sem registro formal. Os trabalhadores por conta própria, também chamados de empreendedores, somam 26,2 milhões, contra 38,5 milhões que trabalham de forma informal.

Apesar do número positivo, que é um dos maiores da série histórica, a expectativa é que os próximos resultados sejam menos animadores. Isso porque, normalmente, a taxa cai nos meses posteriores ao Ano-Novo, quando a desocupação sobe ao redor do país.

"Em geral, na virada do ano, é comum haver aumento da desocupação, que costuma aparecer ao longo do primeiro trimestre. Mas esse resultado ainda reflete o efeito de novembro e dezembro, que costumam ter indicadores mais favoráveis no mercado de trabalho, explicou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

Quanto em média ganha o brasileiro?

Embora o salário mínimo esteja em R$ 1.621, o rendimento médio dos brasileiros é superior a isso. A pesquisa mostrou que houve uma aceleração de 2,8% no primeiro mês do ano, chegando a R$ 3.652.

Com isso, a massa de rendimento real também subiu na mesma proporção, alcançando a marca de R$ 370,3 bilhões. Esse é o valor que todas as empresas e governos pagam aos funcionários no país.