Riachuelo (RIAA3) planeja ofertar R$ 400 milhões em novas ações
Varejista de vestuário pretende lançar oferta pública subsequente de ações, termo conhecido como follow-on.
A frase “em um minuto tudo pode mudar” se encaixa perfeitamente no atual momento do mercado financeiro global. E é se apoiando em mantras como esse que as empresas que permeiam este mundo estão tomando suas próximas decisões.
Nesta sexta-feira (20), a Riachuelo (RIAA3) informou ao mercado que desistiu de fazer a oferta de ações que estava estudando. Os motivos são variados, mas se concentram no atual cenário geopolítico, que mudou o ânimo do mercado para investimentos de risco.
“Diante da recente instabilidade do cenário geopolítico e consequente volatilidade do mercado de capitais, a companhia decidiu suspender os estudos a respeito da realização de oferta pública subsequente de distribuição primária de ações ordinárias de sua emissão”, disse em fato relevante.
Com o início da guerra no Irã, os investidores correram para os ativos que oferecem algum tipo de proteção ao patrimônio, o que definitivamente não é o caso das ações de empresas. Diante disso, fazer uma oferta neste momento pode significar baixa demanda e até um eventual prejuízo por falta de interesse do mercado em uma operação que pode custar milhões para a companhia.
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A empresa destacou que a mudança de estratégia neste momento não muda os planos de longo prazo da companhia. Portanto, pode ser que em algum momento, quando o cenário estiver mais tranquilo, o follow-on volte a ser estudado pela marca de roupas.
“A suspensão da potencial oferta não acarreta qualquer modificação no direcionamento de longo prazo da companhia, que permanece integralmente focada na execução de suas prioridades estratégicas, considerando a sua sólida estrutura financeira atual”, finaliza.
Desde quando trocou seu ticker na bolsa, as ações da Riachuelo operam com baixa de 10%, segundo dados da B3. Nesta sexta, os papéis são negociados a R$ 8,50, em um dos menores patamares do ano.
O follow-on foi anunciado pela marca de vestuário no mês passado, quando destacou que a oferta chegaria a R$ 400 milhões. A Riachuelo já havia contratado diversos bancos de investimentos para assessorar a operação, como Itaú BBA, BTG Pactual e Bradesco BBI.
“Os recursos da potencial oferta serão destinados a iniciativas de expansão e fortalecimento operacional da companhia, incluindo aceleração da abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e indústria, expansão das operações da Midway Financeira e reforço do capital de giro”, disse a companhia.
Varejista de vestuário pretende lançar oferta pública subsequente de ações, termo conhecido como follow-on.
O montante seria direcionado ao caixa da empresa e corresponderia a algo entre 8% e 10% da atual capitalização de mercado.
O desempenho veio acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de R$ 271 milhões, segundo consenso da Bloomberg.
Até o momento, não houve qualquer decisão definitiva sobre a operação.
A companhia mudou de nome e código para unificar a marca, reforçando a sua identidade.
A mudança também envolve o nome de pregão da companhia.
Segundo a Fitch, a melhora do rating reflete a evolução consistente do perfil financeiro da Guararapes.
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