BBAS3 derrapa 4% com bancões, minguando IBOV aos 179 mil pontos
Investidores na bolsa de valores brasileira dividiram atenções entre zeragem de impostos no diesel e IPCA de fevereiro.
🚨 O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou nesta quinta-feira (15), que reportou um lucro líquido ajustado de R$ 7,37 bilhões no primeiro trimestre de 2025, queda de 20,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O número ficou bem abaixo das expectativas do mercado. De acordo com estimativa compilada pela Bloomberg, o consenso apontava para um lucro de R$ 9 bilhões, frustrando as projeções e marcando o primeiro recuo de lucro após 16 trimestres consecutivos de crescimento.
O desempenho fraco do trimestre foi fortemente impactado pelo aumento da inadimplência no setor agropecuário, área historicamente relevante para o Banco do Brasil.
Desde o terceiro trimestre de 2024, o banco já vinha alertando sobre a deterioração da qualidade de crédito no agronegócio, reflexo do aumento expressivo de recuperações judiciais no setor.
Segundo levantamento do Monitor RGF, 341 companhias agrícolas entraram em recuperação judicial no primeiro trimestre de 2025, crescimento de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior e alta de 15,6% na comparação com o quarto trimestre de 2024.
Esse cenário exigiu do banco um reforço expressivo nas provisões para perdas de crédito, pressionando o resultado líquido e ampliando o custo de risco da instituição.
➡️ Leia mais: Moura Dubeux (MDNE3) dispara 16% e atinge maior preço desde o IPO; confira
Outro ponto sensível foi a forte deterioração do ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) do banco, que caiu 498 pontos-base no trimestre, encerrando o período em 16,7%.
A queda rompeu o importante patamar psicológico de 20%, referência de rentabilidade para bancos considerados mais eficientes.
O BB agora perde terreno para seus principais concorrentes privados:
Este é um revés significativo para o Banco do Brasil, que vinha se destacando entre os bancos brasileiros pelo crescimento de lucros acima da média do sistema financeiro nacional nos últimos anos.
📊 Embora o banco siga com fundamentos sólidos e forte presença no crédito rural, o cenário para os próximos trimestres inspira cautela.
A inadimplência no agronegócio ainda não deu sinais consistentes de reversão, e o impacto no resultado pode persistir, exigindo maior seletividade na originação de novos créditos.
Outro ponto de atenção é a capacidade da instituição de recuperar níveis mais altos de rentabilidade, sobretudo em um ambiente de juros elevados e margens de crédito pressionadas.
➡️ Leia mais: Banco do Brasil (BBAS3) pagará R$ 1,91 bilhão em JCP; saiba como receber
Investidores na bolsa de valores brasileira dividiram atenções entre zeragem de impostos no diesel e IPCA de fevereiro.
Os proventos agendados para esta semana somam quase R$ 1 bi e chegam a R$ 1,18 por ação.
Mulheres demonstram preferência por ações dos setores financeiro e de utilidade pública.
Estatal ajusta valor de juros sobre o capital próprio (JCP) anunciados no início de fevereiro de 2026.
As chuvas na Zona da Mata, MG, deixaram, até o momento, 54 mortos e 15 desaparecidos.
Segundo o BB, a iniciativa faz parte de medidas prudenciais adotadas desde 2025 para fortalecer os índices de capital.
No mesmo dia, a Vivo (VIVT3) também define sua data com para JCP de R$ 0,10 por ação.
Presidente americano já deu sinais de que buscará outras formas de impor tarifas comerciais contra outros países.
Cadastro
Já tem uma conta? Entrar
Cadastro
Cadastre-se grátis para continuar acessando o Investidor10.
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?