Irã reabre Estreito de Ormuz, mas veta navios EUA e Israel

Rota estratégica responde por quase 20% do petróleo transportado no mundo.

Author
Publicado em 15/03/2026 às 16:47h - Atualizado Agora Publicado em 15/03/2026 às 16:47h Atualizado Agora por Wesley Santana
Fechamento do estreito tem causado impacto em quase todos os países (Imagem: Shutterstock)
Fechamento do estreito tem causado impacto em quase todos os países (Imagem: Shutterstock)

O Irã informou na tarde deste domingo (15) que o Estreito de Ormuz está aberto para qualquer país. No entanto, o governo vetou a passagem de embarcações com bandeiras dos Estados Unidos e Israel.

“O Estreito de Ormuz está aberto. Está apenas fechado para petroleiros e navios pertencentes aos nossos inimigos e seus aliados”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. “Não está fechado para todos, mas sim para navios americanos e israelenses”, completou.

A fala foi feita durante um programa de televisão, no qual ele destacou que qualquer outro país tem acesso liberado na região. Ele ressaltou, porém, que muitos navios não querem passar pelo Estreito, pontuando que isso “não tem nada a ver conosco”.

O posicionamento vem depois que os EUA invocaram seus aliados para pressionar militarmente a passagem pelo Estreito. A rota marítima — que, em algumas partes, tem apenas 33 quilômetros de largura — é uma das mais importantes do mundo, por onde passa quase 20% da produção de petróleo global.

Leia mais: Guerra no Irã e bolha da IA frustram expectativas por alta de investimentos em startups

"Muitos países, especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar o estreito de Hormuz, vão enviar navios de guerra, em conjunto com os Estados Unidos da América, para manter o estreito aberto e seguro”, disse o presidente norte-americano Donald Trump.

O fechamento do estreito tem repercutido mundialmente por causa da necessidade de escoamento do petróleo e gás produzidos no Oriente Médio. Especialmente os países da Ásia podem sofrer com falta de abastecimento energético se a situação continuar desta maneira.

Nesta semana, a Austrália, um dos países mais isolados do mundo, disse que tem estoque de gasolina para apenas 18 dias. O país decidiu flexibilizar as regras para os combustíveis na tentativa de reduzir os preços locais e aumentar a produção de derivados de petróleo.