Ibovespa sobe com bancos e Petrobras (PETR4) e volta a encostar em recorde

A alta levou o índice ao segundo maior fechamento da história, atrás apenas do registrado em 11 de fevereiro.

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Publicado em 19/02/2026 às 18:43h - Atualizado Agora Publicado em 19/02/2026 às 18:43h Atualizado Agora por Matheus Silva
O dólar comercial recuou 0,25%, a R$ 5,22 (Imagem: Shutterstock)
O dólar comercial recuou 0,25%, a R$ 5,22 (Imagem: Shutterstock)
🚀 Depois de três sessões consecutivas de queda, o Ibovespa (IBOV) retomou o fôlego e avançou 1,35%, encerrando o pregão aos 188.534 pontos. 
O movimento representou ganho de 2.518 pontos e levou o índice ao segundo maior fechamento da história, atrás apenas do registrado em 11 de fevereiro, quando havia atingido 189.699 pontos.
O desempenho foi sustentado principalmente por ações de bancos e da Petrobras (PETR4), em um dia marcado pela valorização do petróleo no mercado internacional. 
As tensões entre Estados Unidos e Irã impulsionaram a commodity, que subiu mais de 2%, favorecendo as petroleiras brasileiras. 
A Petrobras avançou 1,67%, enquanto a PRIO (PRIO3) registrou alta de 2,14%, com bom volume de negócios.
Ao contrário do que ocorreu no Brasil, os principais índices de Wall Street fecharam em queda, refletindo a aversão ao risco diante das incertezas geopolíticas. 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã por um acordo, mantendo o clima de tensão no radar dos investidores.
No mercado doméstico, o real também apresentou desempenho positivo. O dólar comercial recuou 0,25%, a R$ 5,227. Já os contratos de juros futuros subiram ao longo de toda a curva.

IBC-Br mostra força

Outro fator relevante foi a divulgação do IBC-Br de dezembro pelo Banco Central do Brasil, indicador considerado uma prévia do PIB. 
Embora tenha havido queda na margem mensal, o resultado foi melhor do que o esperado pelo mercado, reforçando a percepção de resiliência da atividade econômica mesmo em um ambiente de juros elevados. 
Economistas destacaram sinais predominantemente positivos no quarto trimestre, ainda que haja avaliação de perda gradual de tração nos segmentos mais ligados ao consumo e à renda.

Gringo na Bolsa

📈 O fluxo estrangeiro também contribuiu para sustentar o avanço do índice, beneficiando principalmente as blue chips. O setor bancário teve papel central na recuperação. 
O Banco do Brasil (BBAS3) subiu 2,48%, enquanto Bradesco (BBDC4) avançou 2,01%. O Itau Unibanco (ITUB4) ganhou 1,17% e o Santander Brasil (SANB11) teve alta de 1,28%. A própria B3 (B3SA3) acompanhou o movimento e subiu 0,80%.
Entre os destaques corporativos, a Natura (NATU3) avançou 0,75% após anunciar avanços em sua simplificação societária, enquanto a Vale (VALE3), que operou no campo negativo durante boa parte do dia após queda superior a 3% na véspera, conseguiu reverter o sinal e fechou com leve alta de 0,20%.
Nem todos os setores, contudo, acompanharam o movimento positivo. As ações do Assai (ASAI3) recuaram 1,87%, refletindo o aumento da competição no segmento de supermercados, enquanto o Grupo Pao de Acucar (PCAR3) caiu 9,82%, em meio a aumento nas taxas de aluguel de ações, o que sinaliza aposta na continuidade da pressão sobre o papel.
Com a recuperação, o Ibovespa encerra a semana curta com atenção voltada aos próximos indicadores internacionais, especialmente o índice de inflação PCE e o PIB do quarto trimestre nos Estados Unidos, além dos dados de PMI que serão divulgados em diferentes regiões do mundo. 
📊 O desempenho do pregão reforça a importância do fluxo externo e das blue chips na sustentação do índice em momentos de maior volatilidade global.

PETR4

Petrobrás
Cotação

R$ 37,87

Variação (12M)

5,69 % Logo Petrobrás

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DY

8.7%

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6,30

P/VP

1,15

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