Ibovespa fecha em alta de 0,25%, com prévia do PIB e desoneração

Cenário externo com maior apetite ao risco puxou o principal índice da B3 nesta sexta-feira (19)

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Publicado em 19/01/2024 às 18:41h - Atualizado 3 meses atrás Publicado em 19/01/2024 às 18:41h Atualizado 3 meses atrás por Jennifer Neves
Gol (GOLL4) - Créditos: Shutterstock

O Ibovespa, principal índice acionário da B3, fechou em alta de 0,25%, aos 127.635 pontos, nesta sexta-feira (19). O índice operou em queda em parte do dia, com o IBC-Br e o embate sobre a desoneração da folha no radar dos investidores.

O dólar caiu 0,08% frente ao real na sessão, aos R$ 4,93, enquanto o euro subiu 0,24%, aos R$ 5,37.

IBC-Br é destaque interno

O IBC-Br, indicador que mede a evolução e crescimento da atividade econômica brasileira, assumiu destaque na agenda da Bolsa. Relatório divulgado nesta sexta (19) apontou alta de 0,01% do IBC-Br em novembro de 2023, em comparação com o mês anterior.

O cenário positivo nas bolsas internacionais também impulsionou o Ibovespa, juntamente com a valorização do petróleo e do minério de ferro, beneficiando empresas como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3).

Além disso, as negociações políticas em torno da MP da reoneração da folha de pagamentos, com destaque para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que se reuniu com o presidente da Câmara, Arthur Lira, na quinta-feira (18) à noite, afetaram os mercados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o projeto da desoneração e cobrou contrapartidas dos empresários, enquanto em Davos, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, sinalizou regulamentação da reforma tributária em 2024 e discussão ampla sobre gasto público neste ano.

Veja as maiores altas da Bolsa nesta sexta-feira (19):

A Gol está em baixa de 20,96% no mês e no ano.

A BRF está em baixa de 5,58% no mês e no ano.

A Azul está em baixa de 17,55% no mês e ano.

E as maiores baixas:

A Locaweb está em baixa de 4,83% no mês e no ano.

A RaiaDrograsil está em baixa de 8,37% no mês e no ano.

A Fleury está em baixa de 9,92% no mês e ano.

Cenário externo

O cenário internacional desta quinta-feira (19) indica que alguns investidores estão se sentindo mais dispostos a assumir riscos, o que tem impulsionado o aumento nas bolsas de valores na Europa e nos futuros em Nova York. Isso acontece por algumas razões importantes e, por consequência, afeta o Brasil.

A alta nos preços de commodities, que são produtos essenciais como petróleo e minério de ferro, tem contribuído para esse cenário positivo. Além disso, o dólar está perdendo valor em relação a outras moedas, o que é uma boa notícia para alguns investidores. O real, portanto, pode ter uma apreciação frente ao dólar.

No entanto, é importante notar que os juros dos Treasuries longos, que são empréstimos de longo prazo nos Estados Unidos, estão um pouco hesitantes e mantendo uma estabilidade, mesmo com indicadores econômicos americanos melhores do que o esperado.

O presidente do Federal Reserve (Fed) de Atlanta, Raphael Bostic, tem uma visão de que cortes de juros só devem acontecer no terceiro trimestre, segundo publicação da B3. A medida, entretanto, vai contra a aposta da maioria do mercado.

Na Europa, as bolsas refletem quedas nas vendas no varejo do Reino Unido e na inflação ao produtor na Alemanha em dezembro. Isso pode afetar as decisões de investidores, uma vez que esses indicadores econômicos não foram tão bons quanto se esperava.

Na Ásia, o mercado financeiro teve um fechamento sem uma direção única. Taiwan teve ganhos, impulsionados pelo aumento de 6,46% nas ações da empresa de tecnologia TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Co). Já na China, houve perdas, e uma grande corretora suspendeu vendas a descoberto para alguns clientes, o que pode ter impacto nas estratégias de investimento.

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