Ibovespa em 2024: Mercado espera novos recordes da Bolsa, veja projeções
Projeções vão de uma alta de 1,5% a quase 20%. O Ibovespa pode, então, sair dos atuais 134 mil pontos para algo em torno de 136 mil a 160 mil pontos em 2024

O Ibovespa bateu recordes sucessivos no final de 2023 e deve seguir em alta no início de 2024. Diante do bom desempenho da Bolsa nas últimas semanas, analistas acreditam que o mercado acionário continuará sendo embalado pela perspectiva de cortes de juros em 2024. Os mais cautelosos, por sua vez, dizem que é preciso ficar atento às eleições americanas e às contas públicas brasileiras.
📈 Depois de altas e baixas ao longo do ano, o Ibovespa engatou um movimento de valorização nas últimas semanas de 2023, impulsionado pela expectativa de que o Fed (Federal Reserve) corte os juros americanos em 2024. Com isso, o principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) terminou o ano com uma alta de 22,28%, no patamar recorde dos 134.000 pontos, e o mercado correu para revisar as projeções para 2024.
Projeções para 2024
Hoje, as projeções apontam para mais uma alta do Ibovespa em 2024. A expectativa da maior parte do mercado é de que o princial índice da B3 saia dos atuais 134.000 pontos para perto do 140.000 pontos no final do ano que vem. Isto é, uma alta de ao menos 5%.
Os mais otimistas, no entanto, já veem o principal índice da B3 subindo quase 20% e chegando aos 160.000 pontos em 2024. Já os mais conservadores acreditam que o Ibovespa até pode continuar em alta no início de 2024, mas pode desacelerar no segundo semestre e fechar o ano perto dos 136.000 pontos, com uma alta de apenas 1,5% em relação a 2023.
📊 Veja algumas das projeções para o Ibovespa ao final de 2024:
- Way Investimentos: 136.000;
- Banco do Brasil: 141.000;
- XP: 142.000;
- Itaú: 145.000 pontos;
- Santander: 160.000.
Juros impulsionam
O mais otimista, o Santander vê "espaço para um rali mais forte, com o Ibovespa chegando aos 160 mil pontos" em 2024. Em relatório, o banco explicou que a projeção se baseia em cinco fatores principais:
- a continuidade do ciclo de queda da Selic, que deve chegar aos 9,5% em 2024, segundo o banco;
- a crescente probabilidade de um pouso suave da economia americana, o que levaria o Fed a cortar os juros nos Estados Unidos;
- o valuation ainda atrativo do Ibovespa;
- uma recuperação de até 15% do lucro por ação dos ativos brasileiros;
- o posicionamento ainda leve de muitos hedge fundos brasileiros ao mercado acionário.
O Santander ainda acredita que o ambiente econômico projetado para 2024, que prevê queda dos juros, inflação controlada e melhores condições globais, pode ser benéfico para os setores cíclicos domésticos. Por isso, apesar de reconhecer que é preciso ficar atento às especificidades de cada setor, tem uma visão positiva para as ações do seguintes setores da B3: bancos; varejo e bens de consumo, energia elétrica e saneamento básico; construção civil; propriedades imobiliárias e transportes.
Fiscal e eleições preocupam
Os mais conservadores, no entanto, acreditam que é preciso pesar o balanço de riscos ao traçar os próximos passos do Ibovespa. O economista-chefe da Way Investimentos, Alexandre Espírito Santo, explica que, embora o cenário atual seja favorável para o Ibovespa, é preciso estar atento a dois outros fatores: a situação fiscal brasileira e as eleições americanas, que ocorrerão em novembro de 2024.
💰 No lado fiscal, o governo projeta um déficit zero para 2024 e, por isso, tem trabalhado para aumentar a arrecadação. O mercado, no entanto, considera que será difícil cumprir essa meta. A Way Investimentos, por exemplo, projeta um déficit fiscal de 0,8% do PIB (Produto Interno Bruto). Por isso, acredita que o governo terá que fazer ajustes nas suas contas e lembra que essas incertezas fiscais costumam afetar negativamente a Bolsa.
Em relação ao cenário externo, Alexandre Espírito Santo diz que o presidente americano Joe Biden está fragilizado e, por isso, pode acelerar os gastos públicos no ano eleitoral, sobretudo se a candidatura de Donald Trump for confirmada. "O governo tende a gastar mais em anos eleitorais e isso joga contra o Fed. Por isso, acredito que o Fed não pode ousar e cortar tanto os juros quanto o mercado espera", comentou.
O economista-chefe da Way Investimentos lembrou ainda que esses dois fatores afetam especialmente o apetite dos investidores estrangeiros, que ainda são fundamentais para puxar ou derrubar o Ibovespa. "O dinheiro estrangeiro foi decisivo em 2023. O nosso mercado subiu no início do ano porque o dinheiro estrangeiro estava vindo. Depois, caiu porque o dinheiro estrangeiro saiu. E, agora, está voando porque o estrangeiro voltou", comentou.
Dólar
Diante dessas perspectivas, as projeções para o dólar também oscilam. A maior parte do mercado prevê um dólar próximo dos R$ 4,80 ao final de 2024. Contudo, também há apostas de R$ 5,25.
Veja as projeções para o dólar ao final de 2024:
- Way Investimentos: R$ 4,85
- Banco do Brasil: R$ 4,80;
- XP: R$ 4,80;
- Itaú: R$ 4,90;
- Santander: R$ 5,25.
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