Guerra no Irã impulsiona petrolíferas na B3; Prio e Petrobras lideram altas

Subtítulo: Petróleo sobe até 14% no mercado global e ações do setor disparam no primeiro pregão após ataques.

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Publicado em 02/03/2026 às 12:57h - Atualizado Agora Publicado em 02/03/2026 às 12:57h Atualizado Agora por Wesley Santana
Prio chegou a R$ 50 bilhões em valor de mercado (Imagem: Divulgação)
Prio chegou a R$ 50 bilhões em valor de mercado (Imagem: Divulgação)

No primeiro pregão depois dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, o preço do petróleo chegou a subir 14% no mercado global. Por volta das 12h, o barril tipo Brent era negociado com alta de 8%, aos US$ 78,50, conforme dados dos monitores setoriais.

Essa alta acentuada mexe com a cotação das petrolíferas brasileiras na bolsa de valores, que ostentam as maiores altas do dia. O melhor desempenho é visto no ticker da Prio (PRIO3), que avançou quase 5%, para acima de R$ 57.

O movimento segue com a Petrobras (PETR4), que se valoriza 3,75% e alcança novamente o patamar de R$ 40. Com isso, a estatal retoma seu status de empresa mais valiosa da América Latina.

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A Brava Energia (BRAV3) tem o terceiro melhor desempenho entre todas as empresas da B3, com alta de 3,2% e cotação de R$ 19,25. A PetroReconcavo também aparece na sequência, avançando 3,2% e negociando os papéis em R$ 12,75.

Segundo especialistas, o movimento está relacionado à falta de resolução para o conflito no Oriente Médio. Os ataques mútuos devem se arrastar por semanas, o que transmite insegurança ao mercado de petróleo, que é bastante globalizado.

"A redução do tráfego de embarcações, o aumento dos custos de seguro e o maior risco de trânsito estão apertando a disponibilidade de curto prazo e incorporando um prêmio geopolítico ao Brent", escreveram analistas do BTG Pactual. "A duração será, em última instância, determinante para a magnitude: quanto mais o conflito persistir, maior a probabilidade de ataques diretos à infraestrutura de energia e prejuízos estruturais aos fluxos globais de comércio”.

Ibovespa e dólar sofrem

O movimento das empresas de petróleo vai na contramão do Ibovespa (IBOV), que chegou a recuar mais de 1% em determinado momento da manhã. No fechamento desta reportagem, o indicador performava com baixa de 0,2%, aos 188,3 mil pontos.

A performance reflete o desempenho das varejistas, que caem até mais de 4% no dia. O pior desempenho do IBOV é visto na Casas Bahia (BHIA3), que perde 4,3% em valor de mercado.

O mercado de câmbio também sofre com a repercussão da guerra no Irã. Na comparação com o real, tanto o dólar (+1%) quanto o euro (+0,1%) se valorizam. As duas principais divisas do mundo são negociadas em R$ 5,18 e R$ 6,06, respectivamente.

Quanto custa a gasolina hoje?

O petróleo é usado para a fabricação de diversos itens. No entanto, o reflexo quase imediato quando ocorre aumento no preço do barril é no combustível vendido nos postos.

Atualmente, os valores praticados nas bombas não sofrem reajuste por causa da guerra. Segundo informações da Petrobras, a média praticada ao redor do país é de R$ 6,30 por litro. Em SP, o valor médio é de R$ 6,16, considerando os custos de produção e os impostos que incidem sobre o produto.

PRIO3

PRIO
Cotação

R$ 57,08

Variação (12M)

46,62 % Logo PRIO

Margem Líquida

70,19 %

DY

0%

P/L

4,95

P/VP

1,92