Tensão EUA-Irã pode levar petróleo a subir até 8%, diz BTG; Prio (PRIO3) é favorita
O banco destacou o possível risco logístico no petróleo após ataques ao Irã e estima alta de 5% a 8% no Brent com tensão no Estreito de Ormuz.
No primeiro pregão depois dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, o preço do petróleo chegou a subir 14% no mercado global. Por volta das 12h, o barril tipo Brent era negociado com alta de 8%, aos US$ 78,50, conforme dados dos monitores setoriais.
Essa alta acentuada mexe com a cotação das petrolíferas brasileiras na bolsa de valores, que ostentam as maiores altas do dia. O melhor desempenho é visto no ticker da Prio (PRIO3), que avançou quase 5%, para acima de R$ 57.
O movimento segue com a Petrobras (PETR4), que se valoriza 3,75% e alcança novamente o patamar de R$ 40. Com isso, a estatal retoma seu status de empresa mais valiosa da América Latina.
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A Brava Energia (BRAV3) tem o terceiro melhor desempenho entre todas as empresas da B3, com alta de 3,2% e cotação de R$ 19,25. A PetroReconcavo também aparece na sequência, avançando 3,2% e negociando os papéis em R$ 12,75.
Segundo especialistas, o movimento está relacionado à falta de resolução para o conflito no Oriente Médio. Os ataques mútuos devem se arrastar por semanas, o que transmite insegurança ao mercado de petróleo, que é bastante globalizado.
"A redução do tráfego de embarcações, o aumento dos custos de seguro e o maior risco de trânsito estão apertando a disponibilidade de curto prazo e incorporando um prêmio geopolítico ao Brent", escreveram analistas do BTG Pactual. "A duração será, em última instância, determinante para a magnitude: quanto mais o conflito persistir, maior a probabilidade de ataques diretos à infraestrutura de energia e prejuízos estruturais aos fluxos globais de comércio”.
O movimento das empresas de petróleo vai na contramão do Ibovespa (IBOV), que chegou a recuar mais de 1% em determinado momento da manhã. No fechamento desta reportagem, o indicador performava com baixa de 0,2%, aos 188,3 mil pontos.
A performance reflete o desempenho das varejistas, que caem até mais de 4% no dia. O pior desempenho do IBOV é visto na Casas Bahia (BHIA3), que perde 4,3% em valor de mercado.
O mercado de câmbio também sofre com a repercussão da guerra no Irã. Na comparação com o real, tanto o dólar (+1%) quanto o euro (+0,1%) se valorizam. As duas principais divisas do mundo são negociadas em R$ 5,18 e R$ 6,06, respectivamente.
O petróleo é usado para a fabricação de diversos itens. No entanto, o reflexo quase imediato quando ocorre aumento no preço do barril é no combustível vendido nos postos.
Atualmente, os valores praticados nas bombas não sofrem reajuste por causa da guerra. Segundo informações da Petrobras, a média praticada ao redor do país é de R$ 6,30 por litro. Em SP, o valor médio é de R$ 6,16, considerando os custos de produção e os impostos que incidem sobre o produto.
O banco destacou o possível risco logístico no petróleo após ataques ao Irã e estima alta de 5% a 8% no Brent com tensão no Estreito de Ormuz.
Bancos ostentam a maior presença entre as ações mais negociadas, mas petroleiras também aparecem.
Para a estatal, o banco avalia que o descompasso entre os dividendos e a geração de caixa deve persistir no curto prazo.
O banco mantém recomendação de compra para o papel e estabeleceu preço-alvo de R$ 56,00.
Petroleira júnior brasileira divulga dados operacionais de produção e venda da commodity.
A operação resultará em uma diluição aproximada de 0,36% para os acionistas atuais.
Recompra mira até 10% das ações, para maximizar a geração de valor para os acionistas.
No trimestre, a petroleira vendeu 5,2 milhões de barris, alta de 360,4%.
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