Petrobras (PETR4) supera expectativas e lucra R$ 52,4 bi no 2T26
O lucro líquido do período superou os R$ 50,8 bilhões previstos pelo mercado e colocou a estatal de volta aos holofotes.
A Petrobras (PETR4) ainda acredita na exploração da Foz do Amazonas, mesmo depois de técnicos do Ibama recomendarem mais uma vez o veto ao projeto.
Para técnicos do Ibama, a Petrobras ainda não apresentou uma "alternativa viável que mitigue, satisfatoriamente, a perda de biodiversidade, no caso de um acidente com vazamento de óleo".
🧾 Por isso, o órgão pediu que a estatal apresente mais esclarecimentos e dados sobre o plano de proteção à fauna local. Só depois que essas informações forem apresentadas e avaliadas é que o Ibama deve emitir a decisão final sobre o assunto.
Procurada pela reportagem, a Petrobras disse que sua equipe técnica "está detalhando cada questionamento para responder ao Ibama".
A companhia ainda disse que vê "um importante avanço no processo de licenciamento do bloco FZA-M-59, Amapá Águas Profundas".
🗣️ "A Petrobras está otimista e segue trabalhando na construção da nova unidade de fauna no Oiapoque, com o entendimento que é possível realizar a APO (avaliação pré-operacional) para a obtenção da licença para a perfuração em águas profundas no Amapá", disse, em nota.
A companhia mostrou confiança no projeto depois que o Ibama reconheceu, em nota, que a estatal reduziu os tempos de resposta e atendimento à fauna local nos seus últimos estudos, apesar do posicionamento duro dos seus técnicos.
Além disso, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, sinalizou à "Folha de S. Paulo" que o licenciamento ambiental pode avançar caso a Petrobras construa uma base de apoio, para resposta em caso de acidente, nas proximidades do local em que devem ser perfurados poços exploratórios.
No ano passado, Agostinho seguiu o entendimento dos técnicos do Ibama e negou a licença ambiental que permitiria a exploração da região. A Petrobras recorreu e, com isso, pôde apresentar novos estudos ao Ibama, reabrindo a análise.
Leia também: Petrobras (PETR4) obtém decisão favorável em ação ligada à Lava Jato na Holanda
⛽ A foz do Amazonas faz parte da Margem Equatorial, área que pode ter reservas de até 30 bilhões de barris de petróleo e gás, segundo as estimativas do governo. Por isso, a estatal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem a exploração da região.
O projeto, no entanto, é visto com cautela por especialistas, por causa dos seus riscos ambientais. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, por exemplo, já disse que a nova decisão do Ibama sobre o assunto "será técnica e livre de interferência política".
Diante desse impasse, a Petrobras já admitiu que não será possível dar início à exploração da foz do Amazonas neste ano. Segundo a estatal, mesmo que o Ibama conceda a licença ambiental, as atividades exploratórias só devem começar em 2025.
O lucro líquido do período superou os R$ 50,8 bilhões previstos pelo mercado e colocou a estatal de volta aos holofotes.
O montante equivale a R$ 1,35 por ação, valor igual aplicado às ações ordinárias e preferenciais.
A empresa divulgará o resultado do 2T26 nesta quinta-feira (6) após o fechamento dos mercados.
Do total de vagas, parte será destinada ao preenchimento imediato de postos de trabalho.
É o 4º poço em que a estatal encontra acumulações de gás natural na costa colombiana.
Aumento ocorre após corte de 14% no mês anterior, enquanto investidores aguardam o balanço trimestral da estatal.
O Goldman elevou e o Citi cortou o preço-alvo das ações da Petrobras, mas ambos esperam dividendos fortes no 2T26.
Maior eficiência operacional faz estatal produzir 3,34 milhões de barris de óleo por dia.
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