BRB, o Banco de Brasília (BSLI4), desaba até 25% em apenas um pregão; entenda
Investidores recebem com desconfiança o plano de reestruturação da estatal, em meio ao escândalo do Banco Master.
🚨 O Banco Master negocia um socorro bilionário com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para garantir a liquidez necessária ao pagamento de CDBs com vencimento de curto prazo, em meio à venda parcial da instituição para o BRB (BSLI4) e à crescente pressão regulatória e judicial.
Segundo o Pipeline e o Estadão, o FGC deve liberar R$ 4 bilhões de forma emergencial, em operação de assistência de liquidez — o que não elimina a necessidade de levantar ao menos outros R$ 6 bilhões para cobrir os compromissos previstos até o fim de 2026.
Parte do valor adicional deverá ser obtida com a venda de ativos privados do fundador Daniel Vorcaro, como participações em empresas que não estão no balanço do grupo Master.
Segundo o Estadão, essas vendas já estão em andamento e complementariam o esforço de caixa para evitar uma crise de confiança entre investidores.
O apoio financeiro ainda depende da conclusão da análise do Banco Central sobre a compra parcial do Master pelo BRB.
O banco estatal de Brasília pretende absorver cerca de R$ 43 bilhões em ativos do Master, enquanto outros R$ 40 bilhões — majoritariamente precatórios — ficariam de fora da operação.
O FGC aguarda a formalização dos ativos que serão transferidos ao BRB para concluir a análise de risco sistêmico da operação.
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Como os grandes bancos são os principais financiadores do fundo, houve resistência inicial ao apoio ao Master, que utilizava o selo do FGC para vender CDBs com retornos elevados e risco acima da média.
A liberação da linha de liquidez, segundo fontes próximas às negociações, seria mais vantajosa para o sistema financeiro do que uma eventual liquidação do banco, o que forçaria o pagamento integral dos títulos pelo fundo, ampliando o impacto no mercado.
Em paralelo, a aquisição do Master pelo BRB enfrenta impugnações legais. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal atendeu a um pedido do Ministério Público, que questiona a ausência de assembleia de acionistas e aval do Legislativo do DF para o negócio.
A assinatura do contrato definitivo está suspensa até nova deliberação judicial.
A expectativa da diretoria do Master, no entanto, é que as etapas formais sejam superadas assim que o Banco Central der sinal verde à operação.
Encontros entre Vorcaro e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, já ocorreram pelo menos três vezes desde o anúncio da venda.
💲 Os R$ 40 bilhões em ativos não absorvidos pelo BRB — em especial precatórios judiciais — também estão no radar de investidores institucionais.
A Folha de S.Paulo apurou que o BTG Pactual (BPAC11) pode intermediar uma liquidação privada desses papéis, com interesse declarado da família Batista, da J&F, na aquisição dos créditos.
Investidores recebem com desconfiança o plano de reestruturação da estatal, em meio ao escândalo do Banco Master.
Estatal precisa recompor o seu capital e, para isso, pode ter que vender ativos ou receber dinheiro do governo.
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A instituição não informou quem assumirá as vagas deixadas no Conselho.
Segundo o depoimento de Vorcaro, o BC teria indicado a venda como benéfica para o sistema financeiro naquele momento.
Segundo o banco, não houve até agora qualquer comunicação ou determinação para aporte de capital por parte do BC.
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