FGC deve iniciar ressarcimento a clientes do Banco Master na próxima semana, diz jornal

Órgão deve pagar até R$ 41 bilhões a 1,6 milhão de investidores ainda em janeiro.

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Publicado em 09/01/2026 às 16:48h - Atualizado 10 horas atrás Publicado em 09/01/2026 às 16:48h Atualizado 10 horas atrás por Wesley Santana
Ressarcimento é devido a todos que tinham títulos do Master, mas tem limite por CPF e CNPJ (Imagem: Shutterstock)
Ressarcimento é devido a todos que tinham títulos do Master, mas tem limite por CPF e CNPJ (Imagem: Shutterstock)

Depois de quase dois meses, finalmente, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) pode começar a pagar os investidores afetados pela liquidação do Banco Master. Segundo informações do Valor, os ressarcimentos devem começar a ser feitos na próxima semana, conforme destacaram fontes.

O valor total do ressarcimento em CDBs emitidos pela instituição financeira é de R$ 41 bilhões, que serão pagos a 1,6 milhão de investidores que estariam aptos. Um cálculo da instituição indica que o pagamento devido seja, em média, de R$ 25 mil por CPF ou CNPJ.

O ressarcimento só vai ser possível porque o Master já concluiu o repasse da lista de beneficiários. Agora, o Banco Central e os membros do FGC estariam fazendo uma espécie de pente-fino nos cadastros para avaliar se todos cumprem os requisitos para receber as quantias, ainda de acordo com a reportagem.

Para entrar na lista de pagamento, os investidores que tinham CDBs emitidos pelo Master e suas subsidiárias devem se cadastrar no aplicativo. Depois de realizar o cadastro, a própria entidade vai enviar notificações com informações dos próximos passos para o ressarcimento.

Leia mais: FGC vai liberar R$ 40 bilhões: Para onde vai essa grana toda?

Retorno encolheu

Muita gente aproveitou a promessa de altos rendimentos para fazer aportes em títulos do Master. No entanto, muitos não contaram com o risco da operação e com a possibilidade de perder parte do seu dinheiro.

Com a liquidação do banco, o dinheiro que estava aplicado está garantido até o limite de R$ 250 mil. Além do valor original, o FGC cobre também os rendimentos dos investimentos, desde que a soma não ultrapasse o teto do seguro.

Mesmo que o retorno, em alguns meses, tenha sido acima da média do mercado, nem todo mundo vai sair dessa operação com lucros. Isso porque, por causa do tempo entre a aplicação e o pagamento, muitos investidores viram seus recursos perderem para outras aplicações do mercado.

Isso acontece porque, enquanto o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) não libera o ressarcimento, o tempo está correndo e o dinheiro vale menos. Dessa forma, um CDB que pagava 120% do CDI vai receber apenas 93%, caso o dinheiro seja liberado em fevereiro. Se o montante for pago em dezembro, a rentabilidade anual cai para 52%.