EUA entram em novo shutdown e paralisam serviços públicos

Congresso e governo Trump não chegam a acordo sobre orçamento.

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Publicado em 31/01/2026 às 11:00h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 31/01/2026 às 11:00h Atualizado 1 minuto atrás por Wesley Santana
Paralisação do governo deve durar apenas o fim de semana (Imagem: Shutterstock)
Paralisação do governo deve durar apenas o fim de semana (Imagem: Shutterstock)

Na madrugada deste sábado (31), o governo dos Estados Unidos entrou em uma nova paralisação. Desta vez, porém, o shutdown deve durar menos que o último caso, há pouco mais de três meses, que foi considerado o maior da história.

A interrupção teve início às 00h01 pelo horário do leste dos EUA e ocorre quando o governo federal e o Congresso Nacional não conseguem entrar em um consenso sobre o orçamento anual. Assim, a Casa Branca fica impossibilitada de executar serviços básicos, inclusive de não pagar os servidores.

O orçamento anual tem um prazo para ser aprovado, portanto, quando excedido, a máquina pública é paralisada. Por ocasião do recesso da Câmara dos Representantes, uma decisão só será divulgada na semana que vem.

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O shutdown deste mês ocorre por resistência do Congresso em aprovar o orçamento do presidente Donald Trump para o Departamento de Segurança Interna (DHS). Vem, ainda, em decorrência de uma série de protestos por causa da morte de manifestantes pela polícia de imigração dos EUA.

Uma nova votação está marcada para a próxima segunda (2), quando será decidido se o problema será resolvido. Tudo indica que democratas e republicanos chegarão a um acordo para interromper a paralisação.

Maior da história

O último shutdown aconteceu entre outubro e novembro do ano passado, quando os serviços públicos foram paralisados por quase um mês e meio. Na ocasião, o prejuízo aos cofres públicos chegou a US$ 15 bilhões, conforme estimativas de consultorias que acompanharam o caso.

O shutdown aconteceu mesmo no contexto dos Republicanos tendo maioria nas duas casas legislativas. Ele mostra que Trump teve dificuldades em dialogar mesmo com representantes do seu próprio partido, que poderia dar vitória a ele durante as votações.

Morte de manifestantes

Vários protestos foram registrados nos EUA, depois que dois cidadãos foram mortos pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). O caso aconteceu no último dia 13 de janeiro, em Minneapolis.

O enfermeiro Alex Pretti foi morto a tiros pelos agentes depois de uma confusão em que ele foi detido por gritar um palavrão contra os policiais. No protesto contra a política anti-imigração do governo Trump, ele carregava uma arma na cintura e, quando os policiais viram o dispositivo, o alvejaram com ao menos dez tiros, conforme informações do DHS.