Dólar sobe com ‘briga’ nos EUA e Banco Master volta a assombrar o Ibovespa

No câmbio, o dólar à vista acompanhou o clima de aversão ao risco, subindo 0,12% para fechar a R$ 5,37.

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Publicado em 12/01/2026 às 18:37h - Atualizado 8 horas atrás Publicado em 12/01/2026 às 18:37h Atualizado 8 horas atrás por Matheus Silva
No cenário doméstico, o centro das atenções voltou a ser a liquidação do Master (Imagem: Shutterstock)
No cenário doméstico, o centro das atenções voltou a ser a liquidação do Master (Imagem: Shutterstock)

🚨 O Ibovespa encerrou a primeira sessão da semana com uma leve queda de 0,13%, aos 163.150,35 pontos.

O movimento foi reflexo de uma cautela generalizada, com o mercado monitorando de perto a relação entre o governo Trump e o Banco Central dos EUA.

No câmbio, o dólar à vista acompanhou o clima de aversão ao risco, subindo 0,12% para fechar a R$ 5,37.

O "selo de qualidade" do TCU no caso Master

No cenário doméstico, o centro das atenções voltou a ser a liquidação do Banco Master. Em um movimento estratégico para buscar segurança jurídica, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reuniu-se com o presidente do TCU, Vital do Rêgo.

Após o encontro, Rêgo afirmou que o próprio BC solicitou a inspeção do tribunal para garantir que o processo de liquidação seja "blindado" contra contestações futuras.

A ideia é que o TCU dê um "selo de qualidade" à atuação da autoridade monetária, transformando o que antes era um embate em uma fiscalização colaborativa e célere.

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Alerta vermelho no Tesouro Nacional

Outro fator que pesou no humor dos investidores foi o relatório de projeções fiscais do Tesouro Nacional.

A secretaria piorou significativamente as estimativas para a dívida pública bruta do Brasil, citando o impacto corrosivo dos juros elevados.

A projeção é que a dívida suba para 83,6% do PIB ainda em 2026, mantendo uma trajetória de alta até atingir o pico de 88,6% em 2032.

Esse cenário de endividamento crescente reacende as preocupações com a sustentabilidade fiscal do país no longo prazo.

Crise de independência no Federal Reserve

No exterior, o clima esquentou com a ameaça de Donald Trump de indiciar criminalmente o presidente do Fed, Jerome Powell.

Trump acusa Powell de irregularidades em depoimentos sobre reformas prediais, mas o mercado interpreta a ação como um pretexto político para forçar cortes drásticos nas taxas de juros americanas.

Powell reagiu afirmando que o Fed continuará decidindo com base em dados econômicos, e não em "intimidação política".

A disputa gerou volatilidade em Wall Street, embora os índices tenham conseguido encerrar em território positivo, com o Dow Jones e o S&P 500 renovando suas máximas históricas.

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Destaques do Ibovespa

Apesar do tom negativo do índice, algumas ações brilharam. A Vamos (VAMO3) liderou as altas após divulgar uma prévia operacional sólida do 4T25.

A companhia reportou uma receita líquida de R$ 1,48 bilhão (alta de 24,3%) e confirmou que atingiu suas metas de lucro e alavancagem para o ano. O Citi classificou os dados como tendo um "viés positivo", o que impulsionou o papel durante todo o dia.

Por outro lado, os grandes bancos recuaram devido à incerteza persistente do Caso Master, e a Sabesp (SBSP3) figurou entre as quedas em um movimento de realização de lucros após as recentes altas ligadas ao avanço de sua privatização.

📈 Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) conseguiram fechar no azul, amparadas pela valorização das commodities no mercado internacional.

VAMO3

Vamos
Cotação

R$ 3,57

Variação (12M)

-19,59 % Logo Vamos

Margem Líquida

3,93 %

DY

3.94%

P/L

29,00

P/VP

1,47