Dias Toffoli, do STF, se declara suspeito para não se envolver na CPI do Banco Master

Ministro da Suprema Corte abandona relatoria do pedido de instalação de uma CPI sobre o tema na Câmara dos Deputados.

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Publicado em 11/03/2026 às 19:01h - Atualizado 7 horas atrás Publicado em 11/03/2026 às 19:01h Atualizado 7 horas atrás por Lucas Simões
Dias Toffoli já é alvo da CPI do Banco Master no Senado Federal (Imagem: Antonio Augusto/STF)
Dias Toffoli já é alvo da CPI do Banco Master no Senado Federal (Imagem: Antonio Augusto/STF)
Em mais um capítulo que só aumenta a fritura do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seus elos com as fraudes do Banco Master, o próprio magistrado se declarou suspeito nesta quarta-feira (11) para se esquivar da análise sobre o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar Investigativa (CPI) na Câmara dos Deputados.
Como justificativa, o ministro Toffoli alegou motivo de foro íntimo para se afastar da relatoria que criaria uma nova frente de investigações sobre a instituição financeira bancada pelo empresário Daniel Vorcaro, que se encontra preso em penitenciária federal em Brasília.
O pedido de instalação de CPI para investigar o Banco Master na Câmara dos Deputados foi enviado pelo parlamentar Rodrigo Rollemberg (PSB/Distrito Federal), o qual acusa o próprio presidente da casa legislativa, Hugo Motta (Republicanos/Paraíba), de atrasar a criação da comissão investigativa.
Por conta da debandada do ministro Toffoli do caso Banco Master, o pedido de CPI agora será redistribuído entre os demais ministros da Suprema Corte.
Vale recordar que o ministro Toffoli já é alvo de uma CPI sobre o Banco Master no Senado, que também visa investigar o ministro Alexandre de Moraes, também do STF.
Isso porque Dias Toffoli já se declarou sócio da empresa Maridt Participações, companhia que recebeu milhões de reais de um fundo de investimento vinculado a outro fundo cujo cotista era Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.
Contudo, a própria Suprema Corte tem protegido o ministro associado ao escândalo do Banco Master, ao impedir a quebra de sigilo de empresa da família de Toffoli, essa tal de Maridt Participações, que chegou a ter fatia no resort Tayayá, posteriormente vendida a um fundo de investimento associado ao cunhado de Daniel Vorcaro.