CPI do Banco Master avança após oposição atingir número mínimo de apoios

Pedido agora depende de decisão do presidente do Congresso, que deve acontecer depois do recesso.

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Publicado em 20/01/2026 às 16:59h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 20/01/2026 às 16:59h Atualizado 1 minuto atrás por Wesley Santana
Congresso volta de recesso em fevereiro, quando CPI deve ser protocolada (Imagem: Shutterstock)
Congresso volta de recesso em fevereiro, quando CPI deve ser protocolada (Imagem: Shutterstock)

Um grupo de parlamentares que faz oposição ao governo Lula conseguiu o número mínimo de assinaturas para instalar a CPI do Banco Master. A Comissão Própria de Investigação tem o objetivo de investigar a atuação da instituição financeira que foi liquidada pelo Banco Central.

No Senado, ao menos 43 assinaturas foram alcançadas, sendo que o mínimo necessário é de 27 nomes. Já na Câmara dos Deputados, 258 assinaturas confirmaram o pedido da CPI, superando 171 parlamentares que precisam assinar a solicitação.

O anúncio surge mesmo em meio ao recesso parlamentar, dada a uma articulação que reuniu congressistas de diversos partidos. Agora, a instalação do colegiado depende de aprovação do presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União). 

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“A CPMI é automática, desde o momento em que há 1/3 [de assinaturas] de cada Casa, a leitura [de criação] é obrigatória na primeira sessão do Congresso subsequente ao protocolo do requerimento. Ele [Alcolumbre] tem que ler”, afirmou o deputado Carlos Jordy (PL), que organiza as assinaturas para a CPMI (Comissão Própria Mista de Investigação).

O caso do Banco Master ganhou muita repercussão nos últimos meses, depois que a instituição foi fechada pelo Bacen. Os investidores que tinham títulos emitidos por ele começaram a receber seus recursos na última segunda-feira (19) pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), depois de uma longa espera. 

Além dos desdobramentos financeiros, agora os responsáveis pelo Master também são investigados na esfera criminal. Há investigações em andamento na Polícia e também no STF (Supremo Tribunal Federal).