Cosan (CSAN3) quita dívidas externas e reduz pressão sobre o caixa até 2031
Com essa operação, a empresa já acumula aproximadamente R$ 6,2 bilhões em dívidas repagas até o momento.
A Cosan (CSAN3) vai investir de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões em 2025. Contudo, pode pisar no freio depois disso, devido aos juros altos do Brasil.
A possibilidade foi levantada pelo fundador e presidente do Conselho de Administração do grupo Cosan, Rubens Ometto, em entrevista ao "Valor Econômico".
🗣️ "Se os juros não baixarem, vamos segurar investimentos. Nós estamos terminando o que está no meio do caminho", declarou.
Segundo ele, o grupo "só não faz mais porque os juros estão muito caros". Afinal, é preciso "resolver a equação financeira".
Para o executivo, "não justifica" fazer novos investimentos neste momento, em que se pode "ganhar 15% sem fazer nada", por meio de aplicações financeiras.
"Tenho que lutar, tenho que brigar, tenho que contratar gente, tudo. Trabalhar como louco. Não dá retorno. Pagar juros não tem sábado, domingo, feriado", afirmou.
Com a Selic em 14,75%, fusões, aquisições e compras de ativos também não estão no radar da Cosan.
Neste cenário, a Cosan está focada no processo de reestruturação da Raízen (RAIZ4), para reduzir a sua alavancagem.
💲 Com nova diretoria, a companhia agora está revendo sua governança, para "aumentar a produtividade das pessoas", mas também a sua estrutura, para simplificar as operações e focar no que é estratégico, o que envolve a venda de ativos.
"A Raízen se abriu a muitas coisas: trading, energia elétrica. Vamos focar em distribuição de combustíveis, usando a marca Shell, e a parte de produção de açúcar e etanol, e cogeração de energia elétrica", contou Ometto.
Na entrevista ao "Valor Econômico", Rubens Ometto também mostrou-se contrário à disputa comercial entre Estados Unidos e China e ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no Brasil.
🌱 Ele disse, contudo, que a guerra comercial é positiva para os negócios do grupo Cosan, já que pode elevar a demanda pelos produtos do agronegócio brasileiro.
"Os Estados Unidos taxam os chineses e os chineses não compram dos EUA e vão comprar aqui no Brasil", comentou Ometto, dizendo que "os trens da Rumo (RAIL3) estão superlotados".
Com essa operação, a empresa já acumula aproximadamente R$ 6,2 bilhões em dívidas repagas até o momento.
Holding investe em empresas de exploração, refino e distribuição de petróleo e derivados, além de ferrovias e agronegócio.
Bradesco BBI e BTG recomendaram compra, de olho na reestruturação financeira da holding.
Os dois bancos adquiriram ações preferenciais da holding em proporções iguais, totalizando um aporte de R$ 4 bilhões.
Na prática, a Cosan vende as ações para captar recursos imediatos, mas contrata derivativos que mantêm sua exposição econômica aos papéis.
De acordo com o banco, o desempenho dessas empresas agora depende de eventos específicos, como novos aportes de capital e possíveis fusões.
Após a transação, a Cosan passou a deter 470 milhões de ações da Rumo, mantendo participação de 25,29% no capital social da companhia.
Relatório do JPMorgan aponta excesso de otimismo com guinada nas Eleições 2026.
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