Com reação da China, Ibovespa despenca; Petrobras e Vale caem mais de 3%

Bolsas da Europa e Ásia também sentem impacto da decisão.

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Publicado em 04/04/2025 às 11:23h - Atualizado 9 horas atrás Publicado em 04/04/2025 às 11:23h Atualizado 9 horas atrás por Wesley Santana
Mercados globais reagem à guerra comercial (Imagem: Shutterstock)
Mercados globais reagem à guerra comercial (Imagem: Shutterstock)

Mesmo em dia de feriado local, a China está abalando os mercados globais nesta sexta-feira (4). Com a decisão de retaliar a taxação dos Estados Unidos, o país asiático faz com que os principais índices ao redor do mundo operem com forte oscilação.

📉 No Brasil, por volta das 11h, o Ibovespa recuava 2,6%, para os 127,7 mil pontos, segundo dados da B3. Entre as ações que compõem o índice, chama a atenção a performance da Petrobras (PETR4) que recua mais de 5%, com cada papel cotado em R$ 34.

Outra empresa que se vê impactada neste pregão é a Vale (VALE3) que cai 2,7%, para R$ 53,39. No entanto, o pior índice da bolsa está nas mãos da Brava Energia (BRAV3) que despenca quase 12%, para R$ 18,50.

Durante a manhã (hora local), o governo chinês decidiu impor uma taxação de 34% para os produtos importados dos Estados Unidos. Desta forma, responde com a mesma régua ao anúncio recente de Donald Trump que colocou uma das maiores taxas à Pequim.

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"O objetivo da implementação do governo chinês de controles de exportação sobre itens relevantes de acordo com a lei é proteger melhor a segurança e os interesses nacionais e cumprir obrigações internacionais como a não proliferação", disse o Ministério do Comércio em um comunicado.

O Executivo também adicionou 11 empresas dos EUA na lista de “entidades não confiáveis”, que agora passa a ter 26 nomes. A decisão diz que essas marcas cooperam militar e tecnologicamente com Taiwan, o que afetaria a soberania nacional chinesa, conforme destacou o governo.

Bolsas globais

🗺 O Brasil não é o único país impactado pela guerra comercial que se acirra ao redor do mundo. No começo da manhã, as bolsas asiáticas também já mostravam como seria o pregão desta primeira sexta de abril. 

Tudo começou com o mercado japonês que caiu 2,8% e, no acumulado da semana, ostenta seu pior desempenho desde a pandemia. Em Singapura, a situação foi quase igual, com o mercado recuando 2% no dia.

Na Europa, a situação é ainda pior, com a Itália liderando as perdas com 7% de baixa desde o começo do dia. O índice Euro Stoxx 50, cai mais de 4%.

Depois do preço do barril cair 7% na véspera, o desempenho do petróleo já está ao contrário. Nas negociações desta sexta, o petróleo Brent recuou quase 7%, para abaixo de US$ 65 por barril para entrega em junho.