Com foco no Master, grandes bancos pedem mais regras para captação; MP abre investigação
Entidade investiga venda de ações para banco estatal

Alguns dos maiores bancos do Brasil enviaram uma proposta ao Banco Central para mais regras na captação de investimentos por pequenas e médias instituições financeiras. O plano de fundo é a situação do Master, que acendeu um alerta sobre o uso do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
💰 Atualmente, os bancos que ultrapassam 75% do seu passivo devem fazer uma contribuição adicional ao fundo. A proposta apresentada pelos grandes bancos pede a redução de 75% para 50%, além de uma elevação do pagamento extra dos atuais 0,01% para 0,10%.
Outro ponto presente na carta é o uso do rating como critério para a contribuição ao FGC, considerando que quanto menor a nota, maior é o risco de um banco quebrar. As grandes instituições entendem que não é justo pagar pelo risco que as menores carregam, sobretudo quando fazem operações agressivas de captação.
Uma fonte destacou ao Valor que não há um consenso entre os bancos que participam da Febraban, mas que também há entes de médio porte que assinam o pedido ao BC. Na análise dessas companhias, a proposta ajudaria a combater o problema.
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"O Master toma dinheiro do público para investir em ativos ilíquidos, que são difíceis de precificar. Se der uma dor de barriga, não é fácil vender no preço adequado. Ou seja, se der errado, a conta fica com o FGC, se der certo, o lucro é do Master", explicou um executivo do setor à reportagem. "Faz todo sentido os bancos grandes quererem apertar as regras do FGC, porque virou uma festa para os médios e pequenos, que têm estratégias de captação agressivas. A cobertura do FGC não deveria ser utilizada como um argumento de propaganda para vender CDB", apontou outro analista.
Ministério Público no caso
Na última terça-feira (1º), o Ministério Público do Distrito Federal abriu uma investigação de ofício para avaliar a compra do Banco Master pelo BRB. O órgão judicial tomou a decisão sem ser provocado, como é de praxe no setor jurídico.
O MP não explicou quais os crimes estão sendo investigados, mas tem foco no fato de que a aquisição foi feita por uma entidade pública. Há informações, ainda, de que a compra teria sido discutida nos bastidores com líderes políticos e membros do MDB, partido do atual governador do Distrito Federal.

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