BTG aposta na Prio (PRIO3) mirando forte caixa e dividendos

O banco mantém recomendação de compra para o papel e estabeleceu preço-alvo de R$ 56,00.

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Publicado em 16/01/2026 às 13:18h - Atualizado Agora Publicado em 16/01/2026 às 13:18h Atualizado Agora por Elanny Vlaxio
O BTG estima que a Prio registre um Ebitda próximo de US$ 2,65 bilhões em 2026 (Imagem: Shutterstock)
O BTG estima que a Prio registre um Ebitda próximo de US$ 2,65 bilhões em 2026 (Imagem: Shutterstock)
💸 O BTG Pactual elevou a Prio (PRIO3) à posição de principal recomendação no setor de exploração e produção de petróleo no Brasil, apoiado na combinação entre forte geração de caixa, visibilidade operacional e potencial de dividendos. O banco mantém recomendação de compra para o papel e estabeleceu preço-alvo de R$ 56,00 para os próximos 12 meses.
A avaliação do BTG parte da expectativa de que 2026 marque um ponto de virada operacional para a companhia, após desafios enfrentados entre 2024 e 2025. Segundo o relatório, o foco da gestão está direcionado à execução, com dois objetivos centrais: o início da produção do campo de Wahoo, previsto para março ou abril de 2026, e a implementação de iniciativas de redução de custos no ativo Peregrino.
Com o início do primeiro petróleo em Wahoo, a produção inicial estimada é de cerca de 40 mil barris por dia, com potencial para alcançar níveis mais elevados ao longo do ano. Já a produção total da companhia pode atingir aproximadamente 152 mil barris por dia no segundo trimestre de 2026, mais que o dobro do volume atual, sustentada também pela consolidação de participação adicional em Peregrino e por campanhas de perfuração em Frade.
💰 No campo financeiro, o BTG estima que a Prio registre um Ebitda próximo de US$ 2,65 bilhões em 2026, além de um fluxo de caixa livre para o acionista de cerca de US$ 1,59 bilhão, desconsiderando operações de fusões e aquisições. Esse desempenho implicaria um rendimento de FCFE ao redor de 23%, reforçando a capacidade da companhia de remunerar seus acionistas.
A projeção do banco é que dividendos e recompras de ações possam representar aproximadamente 11% da capitalização de mercado da Prio em 2026. A alavancagem, por sua vez, deve permanecer sob controle, com a relação dívida líquida/Ebitda estimada em cerca de 1,6 vez, nível considerado confortável para sustentar a política de distribuição.
Outro ponto de destaque no relatório é a expectativa de redução estrutural de custos em Peregrino, que pode gerar economias recorrentes da ordem de US$ 300 milhões por ano. Essas iniciativas incluem otimização logística, racionalização de despesas administrativas e melhorias operacionais herdadas após a aquisição do ativo.
🤑 Além de Wahoo, o BTG vê Albacora Leste como o principal motor de crescimento da Prio no médio prazo. A evolução do licenciamento ambiental ao longo de 2026 pode destravar campanhas de perfuração a partir de 2027, ajudando a sustentar a produção acima de 200 mil barris por dia até 2028.
Por isso, na visão do BTG Pactual, a combinação entre crescimento robusto da produção, forte geração de caixa e elevada capacidade de distribuição torna a Prio a escolha mais atrativa do setor de petróleo e gás no Brasil, especialmente em um cenário de maior disciplina financeira e foco em retorno ao acionista.

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