BRB aciona STF para liberar recursos de carteiras do Master que estão bloqueados

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, anunciou a medida após 11 horas de reunião na Câmara Legislativa do DF.

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Publicado em 04/03/2026 às 21:09h - Atualizado 10 horas atrás Publicado em 04/03/2026 às 21:09h Atualizado 10 horas atrás por Matheus Silva
O banco pediu a concessão de tutela provisória de urgência (Imagem: Shutterstock)
O banco pediu a concessão de tutela provisória de urgência (Imagem: Shutterstock)
 💰 O BRB (BSLI4) ingressou com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para liberar recursos das carteiras do Banco Master cedidos à instituição e que estão bloqueados desde a decretação da liquidação extrajudicial do banco, pelo Banco Central, em novembro de 2025.
A ação foi anunciada pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, após reunião de aproximadamente 11 horas na Câmara Legislativa do Distrito Federal para discutir o plano de socorro ao banco com deputados distritais.
Segundo apuração do Estadão/Broadcast, o relator da ação, ministro André Mendonça, concedeu prazo de 48 horas para manifestação do liquidante do banco, em decisão proferida nesta terça-feira (3).

O que o BRB pede ao STF

Em trecho da petição ao qual a reportagem teve acesso, o BRB solicita que a Corte determine aos liquidantes que "se abstenham de reter os fluxos financeiros", com "imediato redirecionamento dos recursos ao legítimo titular". O banco pediu a concessão de tutela provisória de urgência.
O liquidante do Master, Eduardo Felix Bianchini, da EFB Regimes Especiais de Empresas, está temporariamente afastado por questões de saúde. Até 6 de março, Sebastião Marcio Monteiro ocupa o posto interinamente.

O tamanho do rombo e a investigação em curso

A Polícia Federal investiga a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras consideradas falsas do Banco Master para o BRB, bem como a tentativa de aquisição do Master pelo banco estatal, operação barrada pelo BC. 
Os ativos foram posteriormente trocados por outros papéis do Master, com garantias adicionais ao BRB, mas ainda há incerteza sobre o real valor desses papéis.
Para cobrir as perdas decorrentes da exposição ao Master, o BRB pediu um aporte de até R$ 8,86 bilhões. O governo do DF, controlador e principal acionista do BRB, encaminhou à Câmara Legislativa distrital um projeto pedindo autorização para realizar o investimento, que estava sendo analisado pelos deputados nesta terça-feira (3).
💲 A proposta autoriza o governo Ibaneis Rocha (MDB) a contrair empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e a instituições financeiras. Como garantia, o DF ofereceu nove imóveis públicos.

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