Brasil deixa o grupo das 10 maiores economias do mundo; veja ranking

O Brasil foi ultrapassado pela Rússia, caindo para a 11ª posição do ranking, em 2025.

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Publicado em 03/03/2026 às 14:55h - Atualizado Agora Publicado em 03/03/2026 às 14:55h Atualizado Agora por Marina Barbosa
O PIB do Brasil crescer 2,3% em 2025 (Imagem: Shutterstock)
O PIB do Brasil crescer 2,3% em 2025 (Imagem: Shutterstock)
O Brasil deixou o grupo das 10 maiores economias do mundo em 2025, segundo dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) compilados pela Austin Rating.
O país caiu da 10ª para a 11ª posição do ranking de maiores economias do mundo, após não conseguir acompanhar a média de crescimento mundial, nem o ritmo de recuperação da moeda russa.
O PIB do Brasil cresceu 2,3% no ano passado, chegando a US$ 2,27 trilhões. O resultado, no entanto, desacelerou em relação aos anos anteriores e ficou abaixo da média mundial.
Não bastasse isso, a Rússia saltou duas posições no ranking, devido à recuperação da sua moeda diante das medidas tomadas pelo governo russo para enfrentar as sanções sofridas durante a guerra com a Ucrânia.
"O rublo russo se valorizou muito no ano passado e isso garantiu que, em termos nominais, o PIB da Rússia conseguisse crescer mais e ultrapassasse o PIB do Brasil", explicou o economista da Austin Rating, Rodolpho Sartori.
Se comparado ao dólar dos Estados Unidos, o rublo russo subiu mais de 40% em 2025. Já o real teve uma valorização de aproximadamente 11%.
Segundo Sartori, essa diferença foi determinante para a mudança no ranking das 10 maiores economias do mundo, até mais do que a perda de ritmo da economia brasileira.

As 15 maiores economias do mundo

Esta é a primeira vez que o Brasil fica de fora do grupo das 10 maiores economias do mundo neste governo Lula (PT).
O Brasil voltou ao grupo em 2023, no primeiro ano do atual governo, na 9ª colocação. Contudo, foi ultrapassado pelo Canadá em 2024 e agora pela Rússia, caindo para a 11ª posição do ranking.
Ainda assim, o país mantém uma distância significativa em relação ao 12º colocado, a Espanha.

Veja o ranking:

  • Estados Unidos: US$ 30,615 tri;
  • China: US$ 19,457 tri;
  • Alemanha: US$ 5,016 tri;
  • Japão: US$ 4,223 tri;
  • Índia: US$ 4,116 tri;
  • Reino Unido: US$ 3,945 tri;
  • França: US$ 3,363 tri;
  • Itália: US$ 2,545 tri;
  • Rússia: US$ 2,541 tri;
  • Canadá: US$ 2,277 tri;
  • Brasil: US$ 2,268 tri;
  • Espanha: US$ 1,892 tri;
  • México: US$ 1,880 tri;
  • Austrália: US$ 1,838 tri;
  • Coreia do Sul: US$ 1,836 tri.

PIB do Brasil cresce, mas perde ritmo

O PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado marca o quinto ano consecutivo de crescimento da economia brasileira, mas também mostra uma tendência de desaceleração diante dos juros altos
A alta de 2,3% do PIB do Brasil foi a menor desde a pandemia de covid-19. Em 2024, por exemplo, o PIB havia crescido 3,4%.
O resultado ainda ficou abaixo da média mundial, que foi de 2,8% e chegou a 5% no caso dos Brics, segundo um estudo da Austin Rating.
Ainda assim, o economista Rodolpho Sartori diz que o desempenho da economia brasileira foi positivo.
"O crescimento desacelerou, mas vem de uma base alta, após três anos de crescimento robusto", explicou Sartori, lembrando que as projeções de crescimento da economia brasileira eram bem menores no início de 2025.
Dados da Austin Rating também mostram que o crescimento brasileiro ainda foi superior ao dos países da Zona do Euro e do G7, que avançaram em média 1,5% e 1,0% em 2025, respectivamente.
Para o economista, o que preocupou no PIB do Brasil a sua composição, já que o resultado foi puxado sobretudo pela agropecuária. 
Já a indústria e os serviços desaceleraram, pressionados pelos juros altos e pela alta base de comparação.

O que esperar de 2026?

A Austin Rating prevê um crescimento de 1,7% da economia brasileira em 2026. Por isso, espera que o Brasil fique na 11ª posição do ranking das 10 maiores economias do mundo neste ano.
A projeção da Austin Rating é mais cautelosa que a do restante do mercado e a do governo, que trabalham com uma alta de 1,82% e 2,3% do PIB, respectivamente. Só não é mais moderada que a do Banco Central, que prevê um crescimento de apenas 1,6% em 2026.
O economista Rodolpho Sartori explicou que a projeção considera as seguintes premissas:
  • um crescimento mais modesto da agropecuário, depois das safras recordes de 2025;
  • uma possível redução dos gastos do governo, devido à meta fiscal que prevê a volta do superávit fiscal em 2026;
  • um resultado mais forte da indústria e dos serviços, já que a possível queda dos juros e o aumento da faixa de isenção do IR (Imposto de Renda) podem dar fôlego aos investimentos e ao consumo das famílias.