ETFs de Bitcoin ficam no azul e abrem espaço para rali de curto prazo
A cotação da maior criptomoeda do mundo já briga na região dos US$ 66,3 mil.
Nesta terça-feira (11), as principais criptomoedas do mercado registram queda. Principal delas, o Bitcoin (BTC) recuou mais de 4% durante o dia, voltando ao patamar de R$ 360 mil.
Essa representa a menor mínima da cripto em três semanas, segundo os monitores de criptomoedas.
Com base nesta baixa, parte dos investidores resolveram resgatar seus fundos, somando mais de US$ 250 milhões em saques, conforme dados da CoinGlass. O número é alto, mas ainda menor que o da última sexta, quando o total de liquidações chegou a US$ 400 milhões.
O cenário global influencia essa atitude dos investidores, que esperam os dados da inflação nos Estados Unidos. O resultado do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) deve ser crucial na decisão do Federal Reserve em cortar a taxa de juros no país.
"O cenário está preparado para uma quarta-feira frenética, com os dados do CPI de maio e a decisão da taxa de juros do FED prontos para mover o mercado", disseram analistas do K33 ao portal Coindesk.
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O que esperar dos juros?
A próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), responsável pela política monetária norte-americana, acontece entre quarta (12) e quinta-feira (13). Segundo a ferramenta CME FedWatch Tool, que monitora o ânimo do mercado, há 95% de chance de que o órgão mantenha os juros básicos no patamar atual, entre 3% e 3,5% ao ano.
Essa é reunião é muito importante porque pode ditar o desempenho das taxas em outros países, além de impactar o mercado de renda variável. Com a taxa básica em níveis altos, os investimentos preferem manter seus recursos em títulos de renda fixa -sobretudo os emitidos pelos governos- que pagam valores atrativas e dão segurança aos investimentos.
No Brasil, a decisão sobre a Selic deve sair no próximo dia 19 de junho, data final para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). A estimativa do mercado é que o órgão vai manter a Selic no índice atual de 10,50% ao ano.
A cotação da maior criptomoeda do mundo já briga na região dos US$ 66,3 mil.
Para o banco, o tombo de mais de 50% ante o recorde de US$ 126 mil em outubro de 2025 não afeta os fundamentos da criptomoeda a longo prazo.
A alta generalizada dos preços nos EUA sofre maior desaceleração em seis anos, abrindo apetite ao risco.
Filhos do presidente Donald Trump são acionistas relevantes na American Bitcoin, que precisou de grupamento de ações.
A criptomoeda opera em queda nesta segunda-feira (13), negociado na casa dos US$ 62.500, pressionado pela aversão global ao risco.
O Bitcoin derreteu 35% nos primeiros seis meses do ano, o pior desempenho desde 2022.
Segundo a Glassnode, a queda da criptomoeda reflete a realização de perdas e a baixa demanda institucional, com resgates em ETFs.
No domingo (21), Saylor postou no X o monitor de BTC da MicroStrategy indicando novas compras para o início da semana.
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