Bitcoin (BTC) despenca e acumula queda de 30% em 2026
Saída bilionária de ETFs, juros elevados e vendas por grandes investidores pressionam a principal criptomoeda do mercado.
Nesta terça-feira (11), as principais criptomoedas do mercado registram queda. Principal delas, o Bitcoin (BTC) recuou mais de 4% durante o dia, voltando ao patamar de R$ 360 mil.
Essa representa a menor mínima da cripto em três semanas, segundo os monitores de criptomoedas.
Com base nesta baixa, parte dos investidores resolveram resgatar seus fundos, somando mais de US$ 250 milhões em saques, conforme dados da CoinGlass. O número é alto, mas ainda menor que o da última sexta, quando o total de liquidações chegou a US$ 400 milhões.
O cenário global influencia essa atitude dos investidores, que esperam os dados da inflação nos Estados Unidos. O resultado do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) deve ser crucial na decisão do Federal Reserve em cortar a taxa de juros no país.
"O cenário está preparado para uma quarta-feira frenética, com os dados do CPI de maio e a decisão da taxa de juros do FED prontos para mover o mercado", disseram analistas do K33 ao portal Coindesk.
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O que esperar dos juros?
A próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), responsável pela política monetária norte-americana, acontece entre quarta (12) e quinta-feira (13). Segundo a ferramenta CME FedWatch Tool, que monitora o ânimo do mercado, há 95% de chance de que o órgão mantenha os juros básicos no patamar atual, entre 3% e 3,5% ao ano.
Essa é reunião é muito importante porque pode ditar o desempenho das taxas em outros países, além de impactar o mercado de renda variável. Com a taxa básica em níveis altos, os investimentos preferem manter seus recursos em títulos de renda fixa -sobretudo os emitidos pelos governos- que pagam valores atrativas e dão segurança aos investimentos.
No Brasil, a decisão sobre a Selic deve sair no próximo dia 19 de junho, data final para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). A estimativa do mercado é que o órgão vai manter a Selic no índice atual de 10,50% ao ano.
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