Bitcoin (BTC) bate mínima a US$ 74,5 mil; saiba quem está aproveitando

A maior criptomoeda do mundo parece não ter se recuperado ainda do maior crash da história, ocorrido em outubro passado.

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Publicado em 02/02/2026 às 16:33h - Atualizado Agora Publicado em 02/02/2026 às 16:33h Atualizado Agora por Lucas Simões
BTC ostenta desconto quase -40% ante sua máxima de preços a US$ 126,1 mil (Imagem: Shutterstock)
BTC ostenta desconto quase -40% ante sua máxima de preços a US$ 126,1 mil (Imagem: Shutterstock)
Os entusiastas de criptomoedas virão a correção do Bitcoin (BTC) se agravar com a chegada de fevereiro de 2026, dado que a maior moeda virtual do mundo renovou mínima de preço a US$ 74,5 mil durante a madrugada, acumulando desconto em torno de -40% ante o seu topo histórico a US$ 126,1 mil registrado em outubro passado.
Acabou que o BTC se recuperou um pouco ao longo do dia, valendo US$ 78,5 mil por volta das 16h (horário de Brasília), apresentando ligeira alta de +0,8% nas últimas 24 horas. A capitalização total do criptoativo gira em torno de US$ 1,5 trilhão.
Durante o final de semana, o mercado cripto amargou liquidações de US$ 5 bilhões, quase todas posições compradas. Em outras palavras, isso quer dizer que muitos especuladores montaram posições compradas em BTC, mas esbarraram em pouca demanda de compradores da moeda virtual idealizada por Satoshi Nakamoto (nome presumido do criador e desenvolvedor do Bitcoin).
Ao falarmos de queima de bilhões de dólares em criptomoedas, no decorrer de poucas horas, não podemos nos esquecer do maior crash da história dos criptoativos, que muitos leigos do assunto já nem se lembram mais, apesar do evento ser bem recente ainda (e provavelmente, não foi nem de longe superado). 
Em 10 de outubro de 2025, apenas quatro dias após o Bitcoin ter tocado sua máxima histórica de preço, os entusiastas de criptomoedas viram desaparecer simplesmente mais de US$ 19 bilhões em posições alavancadas em moedas virtuais, operações sofisticadas nas corretoras de criptoativos (exchanges) que foram encerradas de forma forçada, afetando cerca de 1,6 milhão de posições na época.
Apesar de o evento não ter chamado tanto a atenção dos investidores em geral, diferente de outros escândalos, como a quebra da exchange FTX em novembro de 2022, especialistas avaliam que o Bitcoin não se recuperou totalmente até agora do fatídico crash em outubro passado. 

BTC pode cair mais?

Em meio à queda generalizada das criptomoedas e com muitos investidores pessoa física passando bem longe do BTC, os grandes tubarões seguem aportando pesado na criptomoeda mais famosa do planeta, ainda que a sua cotação possa sofrer fortes correções ao longo de 2026.
Vale citar a compra de 22.305 Bitcoins, entre os últimos dias 12 e 19 de janeiro, pela empresa acumuladora da criptomoeda, a Strategy (MSTR), controlada pelo bilionário Michael Saylor, que, na ocasião, desembolsou cerca de US$ 2 bilhões.
Ao mesmo tempo, uma pesquisa divulgada pela Coinbase (COIN) aponta que 71% dos investidores institucionais acreditam que o BTC está subvalorizado entre US$ 85 mil e US$ 95 mil, e 80% disseram que manteriam ou aumentariam sua exposição após uma queda de -10%.
Fora que a onda vendedora recente no mundo cripto coincidiu com a nomeação de Kevin Warsh, como novo xerife do Federal Reserve, uma estratégia clara do presidente Donald Trump para reduzir o quanto antes a taxa básica de juros dos Estados Unidos, movimento que atrai muito dinheiro aos investimentos em renda variável mais tradicionais, como Stocks, REITs e ETFs Americanos.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido US$ 1 mil em Bitcoin (BTC) há 12 meses, hoje você teria US$ 775,99. A simulação também aponta que o ETF QQQ, investimento que replica as maiores empresas de tecnologia dos EUA, teria retornado US$ 1.196,64 nas mesmas condições.

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