Azul (AZUL54) lança oferta de ações de R$ 7,4 bilhões; veja detalhes
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
A Moody’s, agência de classificação de risco, rebaixou o rating da Azul (AZUL4) de “Caa2” para “Ca”, com perspectiva negativa, segundo comunicado divulgado pela empresa aérea na última segunda-feira (2). Além da mudança no rating, a Moody’s anunciou o encerramento das avaliações da Azul, em linha com sua política adotada após pedidos de recuperação judicial.
💰 A nota “Ca” sinaliza que há uma possibilidade de recuperação parcial para os credores, ainda que com perdas consideráveis. A reavaliação ocorre após o pedido de recuperação judicial feito pela Azul nos Estados Unidos na última semana.
“A perspectiva negativa reflete a visão da Moody’s de um período prolongado de recuperação da Azul como parte da reestruturação e sua flexibilidade financeira limitada, o que resultará em perdas para credores com e sem garantia”, diz a agência.
Vale citar que semana anterior a S&P Global Ratings rebaixou os ratings da Azul (AZUL4) como emissora de crédito de CCC- para D na escala global e de brCCC- para D na escala nacional. A agência também revisou de CC para D o rating das notas seniores sem garantia com vencimento em 2026 e retirou o rating de recuperação “6” vinculado a essa dívida.
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Além disso, dois bancos mudaram suas recomendações para a companhia aérea. O Bradesco BBI já havia cortado a recomendação de compra para neutra, o que muda é que agora o BBI rebaixou para venda, ajustando o preço-alvo de R$ 0,50, antes R$ 1,30.
Para os analistas, o pedido de recuperação judicial pode ter um impacto positivo no endividamento e na liquidez da Azul, mas com uma grande diluição. Eles já esperavam pela necessidade de reestruturação devido ao atraso no financiamento com garantia do governo e a fraqueza da posição de caixa.
🤑“A Azul espera eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas, em grande parte por meio da conversão em ações – e, com base em casos recentes no setor, essa conversão de dívida poderia ocorrer a preços abaixo do mercado, o que diluiria os acionistas atuais”, avaliaram.
Já a XP Investimentos colocou a recomendação para ação da Azul sob revisão. Segundo a casa, a operação terá impactos financeiros significativos, incluindo um financiamento DIP de US$ 1,6 bilhão, com US$ 670 milhões para reforço de liquidez e refinanciamento, e a eliminação de aproximadamente US$ 2 bilhões em dívida.
A Azul comunicou na última semana que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. A companhia aérea explicou que o processo de recuperação "permite às empresas operar e atender seus públicos de interesse normalmente, enquanto trabalham nos bastidores para ajustar sua estrutura financeira".
💸 A empresa conta com um processo que inclui US$ 1,6 bilhão em financiamento, a eliminação de mais de US$ 2 bilhões em dívidas e US$ 950 milhões em novos aportes de capital. A medida tem ainda o apoio de stakeholders importantes, como detentores de títulos, a AerCap e as parceiras estratégicas United Airlines e American Airlines.
Segundo John Rodgerson, CEO da Azul, as dificuldades financeiras da empresa são atribuídas à pandemia de Covid-19, e às turbulências macroeconômicas, conforme comunicado aos investidores. Em nota, o Ministério dos Portos e Aeroportos disse que "acompanha com atenção o processo de recuperação judicial da companhia aérea Azul".
💲 Cabe lembrar que a empresa viu seu prejuízo ajustado saltar 460,4% no 1º trimestre de 2025, a R$ 1,8 bilhão. Já o Ebitda (lucro antes de juros e impostos) caiu 2,1% em base anual, para R$ 1,3 bilhão. A margem Ebitda também seguiu a mesma linha e recuou 4,6 pontos percentuais em relação ao trimestre de anterior.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
Segundo a empresa, o progresso está alinhado ao cronograma inicialmente proposto para a conclusão do processo.
O resultado operacional foi de R$ 376,7 milhões, com margem de 20,6%.
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