Auren (AURE3) e AES Brasil (AESB3): Quem mais ganha com a fusão?
Analistas e entidades do mercado financeiro têm opiniões variadas sobre a fusão.

📊 A fusão entre a Auren Energia (AURE3) e a AES Brasil (AESB3) está em processo de criar uma nova gigante no setor de energia brasileiro.
Com a proposta oficializada pela Auren, que inclui um preço implícito de R$ 11,55 por ação da AES Brasil, a operação apresenta um prêmio de 18% sobre o valor atual das ações.
Esta movimentação estratégica visa consolidar a presença das duas empresas no mercado, promovendo uma série de sinergias operacionais e financeiras.
A união das operações das duas empresas resultará em uma capacidade instalada combinada de 8,8 gigawatts (GW), distribuída entre ativos hídricos, eólicos e solares.
Esse portfólio diversificado será fundamental para otimizar a produção de energia, especialmente com a recuperação da disponibilidade dos parques eólicos da AES Brasil, que atualmente operam a 88,5%, mas têm potencial para atingir até 94%.
A combinação dos ativos também proporcionará uma economia significativa em termos de impostos, graças à amortização do ágio e ao uso do prejuízo fiscal corrente.
Além disso, a nova entidade pode se beneficiar de uma menor alavancagem financeira ao utilizar créditos fiscais, reduzindo o custo da dívida, que é atualmente mais alto para a AES Brasil.
Expectativas dos investidores
💲 Os acionistas da AES Brasil, incluindo a AES Corp., optaram por diferentes formas de recebimento na fusão, variando entre 100% em caixa e combinações de caixa e ações.
Essa flexibilidade na proposta visa atender diferentes perfis de investidores, maximizando o valor para cada grupo.
A fusão é vista como uma oportunidade de destravar um prêmio imediato de 18% no valor das ações da AES Brasil, além de proporcionar ganhos adicionais com sinergias futuras, dividendos e potencial de crescimento.
Para a Auren Energia, a fusão representa uma expansão significativa, elevando sua capacidade instalada de 3,6 GW para 8,8 GW.
A empresa se tornará a terceira maior geradora de energia do Brasil, com uma diversificação robusta de fontes renováveis.
Este movimento não só fortalece a posição da Auren no mercado, mas também consolida sua liderança como a maior comercializadora de energia do país, negociando 4,1 GW médios de energia, o que representa mais de 5% do consumo total de energia do Brasil.
Visão do mercado
📈 Analistas do mercado financeiro têm opiniões variadas sobre a fusão.
Enquanto alguns enxergam a AES Brasil como a principal beneficiária, devido ao prêmio imediato nas ações e à potencial migração para uma empresa com um perfil de crescimento mais atrativo, outros destacam os desafios que a Auren enfrentará com a alavancagem financeira pós-fusão.
A alavancagem da Auren, que atualmente está em 1,8 vezes o EBITDA, aumentará significativamente para 4,9 vezes após a fusão, considerando os dados combinados de 2023.
No entanto, a empresa confia que a geração de caixa robusta da entidade combinada, junto com as sinergias esperadas, ajudará a reduzir essa alavancagem para níveis ótimos entre 3 e 5 vezes.
Além disso, a venda de ativos não essenciais pode ser uma estratégia para aliviar o balanço.
Próximos passos
🗣️ A conclusão da fusão está sujeita à aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), com a expectativa de que o processo seja finalizado no segundo semestre de 2024.
Essa aprovação é crucial para que a nova entidade possa começar a operar de forma integrada, aproveitando ao máximo as sinergias e benefícios fiscais projetados.
A perspectiva de criação de valor para os acionistas da Auren e da AES Brasil é significativa, com expectativas de que a nova empresa possa se posicionar como líder em geração de energia renovável no Brasil.
A diversificação de fontes de energia e a capacidade de negociação no mercado proporcionam uma vantagem competitiva sustentável no longo prazo.
A fusão entre a Auren Energia e a AES Brasil representa uma transformação estratégica no setor de energia brasileiro.
Com benefícios substanciais em termos de sinergias operacionais e financeiras, a nova entidade promete entregar valor significativo para os acionistas e fortalecer sua posição no mercado.
A trajetória futura dependerá da eficiência na integração das operações e da capacidade de gerenciamento da alavancagem financeira, mas as perspectivas são promissoras, sinalizando um novo patamar de competitividade e inovação no setor elétrico do Brasil.

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