Azul (AZUL54) lança oferta de ações de R$ 7,4 bilhões; veja detalhes
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
A Azul (AZUL4) disse nesta quarta-feira (2) que contratou um escritório de advocacia em Portugal para ajudar a empresa a cobrar uma dívida bilionária da TAP. Ainda assim, garantiu que as "conversas estão acontecendo de maneira amigável".
💲 A Azul pede o pagamento antecipado de cerca de R$ 1,2 bilhão que foram emprestados à TAP em 2016. A companhia brasileira diz que, apesar de reconhecer a dívida, a empresa portuguesa "não cumpriu integralmente com todas as cláusulas previstas no referido empréstimo".
Além disso, a Azul mostrou-se preocupada com a possibilidade de ficar sem receber o dinheiro caso a TAP seja privatizada, como estuda atualmente o governo português. Por isso, não quer esperar até 2026, o prazo original de vencimento da dívida, para receber esse dinheiro.
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Em comunicado enviado à CVM nesta quarta-feira (2), a Azul disse que "as conversas estão acontecendo de maneira amigável, e até o presente momento, não há informações relevantes e de conhecimento da administração sobre o assunto que deveriam ser comunicadas ao mercado".
A declaração ocorre depois de o CEO da Azul, John Rodgerson, elevar o tom sobre o assunto. Em entrevista à "CNN Portugal", ele disse que a Azul prefere resolver assuntos como esse de maneira amigável, mas poderia processar a TAP e rever os acordos mantidos com a companhia portuguesa caso a dívida não fosse paga.
🗣️ Segundo Rodgerson, a TAP serve 11 cidades no Brasil e conta com a Azul como parceira em muitos desses locais. Por isso, indicou que o fim da parceria poderia até atrapalhar o plano de privatização da TAP, já que o valor de mercado da empresa portuguesa poderia cair diante de uma redução das atividades no Brasil.
O imbróglio, no entanto, também ocorre em um momento crucial para a Azul. Com uma dívida bilionária para vencer no curto prazo, a companhia tenta renegociar suas obrigações com arrendadores de aeronaves. Uma das opções em estudo é converter US$ 600 milhões dessa dívida em ações.
Recentemente, a Azul falou que as negociações seguem um "bom ritmo". Ainda assim, a companhia teve sua nota de crédito rebaixada pelas principais agências de classificação de crédito recentemente devido ao elevado risco de refinanciamento.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
Segundo a empresa, o progresso está alinhado ao cronograma inicialmente proposto para a conclusão do processo.
O resultado operacional foi de R$ 376,7 milhões, com margem de 20,6%.
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