ANP interdita totalmente a Refit devido a risco grave de incêndio

A única atividade autorizada é a retirada do inventário de produtos combustíveis e inflamáveis.

Author
Publicado em 30/01/2026 às 12:10h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 30/01/2026 às 12:10h Atualizado 1 minuto atrás por Elanny Vlaxio
A unidade já estava parcialmente interditada desde outubro de 2025 (Imagem: Divulgação)
A unidade já estava parcialmente interditada desde outubro de 2025 (Imagem: Divulgação)
👀 A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) determinou a interdição total da Refit, no Rio de Janeiro, após uma vistoria identificar risco de incêndio nas instalações. A unidade já estava parcialmente interditada desde outubro do ano passado, mas agora terá de suspender integralmente suas operações.
De acordo com um documento obtido pelo Broadcast, em inspeção realizada no dia 14, a ANP encontrou ao menos seis situações classificadas como de risco grave iminente, todas relacionadas a falhas em barreiras preventivas e mitigadoras. 
⚠️ A avaliação técnica destaca que a ausência ou deficiência de apenas uma dessas barreiras já é suficiente para configurar um cenário de alto risco, devido à elevada probabilidade de acidentes fatais. A única atividade autorizada é a retirada do inventário de produtos combustíveis e inflamáveis, medida necessária para afastar o risco grave iminente identificado pela ANP.
“Cabe destacar que falhas em apenas uma destas barreiras críticas pode levar à situação de Risco Grave Iminente (RGI) devido à alta probabilidade de fatalidade, não sendo necessário que várias barreiras estejam ausentes ou degradadas para que seja constatada uma situação de RGI. No caso da Refinaria de Manguinhos, existem falhas substanciais em diversas barreiras”, aponta.
💸 Lembrando que a Refit também está no centro de investigações. A refinaria foi alvo da operação Poço de Lobato, que, segundo os investigadores, revelou um esquema de sonegação de tributos e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa. De acordo com informações da Receita Federal, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano.