Americanas (AMER3) termina 2025 com caixa de R$ 942 mi, mas clientes “somem”

O número de clientes ativos voltou a cair em dezembro, chegando a 40,83 milhões, abaixo dos 41,71 milhões registrados em novembro.

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Publicado em 27/01/2026 às 20:42h - Atualizado 6 horas atrás Publicado em 27/01/2026 às 20:42h Atualizado 6 horas atrás por Matheus Silva
A base de clientes encolheu por oito meses consecutivos até dezembro (Imagem: Shutterstock)
A base de clientes encolheu por oito meses consecutivos até dezembro (Imagem: Shutterstock)
🚨 A Americanas (AMER3) encerrou 2025 com uma melhora relevante na posição de caixa, mas ainda enfrenta desafios importantes na reconstrução de sua base de clientes e de lojas físicas. 
De acordo com relatório mensal divulgado nesta terça-feira, a varejista terminou dezembro com R$ 942 milhões em caixa, um avanço de 46% em relação a janeiro do ano passado, período em que a empresa ainda sentia de forma mais intensa os efeitos do processo de recuperação judicial.
Apesar do reforço financeiro, os indicadores operacionais seguem pressionados. O número de clientes ativos voltou a cair em dezembro, chegando a 40,83 milhões, abaixo dos 41,71 milhões registrados em novembro. 
O recuo é ainda mais expressivo quando comparado ao pico de 47,9 milhões observado em abril, evidenciando uma perda gradual de consumidores ao longo do ano.
Segundo os dados divulgados, a base de clientes da Americanas encolheu por oito meses consecutivos até dezembro, movimento que reflete tanto o impacto da reestruturação quanto a redução da presença física da companhia em diversas regiões.

Rede de lojas menor, mas sinais de estabilização

A companhia também terminou 2025 com uma estrutura física mais enxuta. Ao final de dezembro, a Americanas contava com 1.470 lojas, uma unidade a menos do que em novembro e bem abaixo das 1.641 lojas registradas em janeiro do mesmo ano.
No relatório, a empresa afirmou que a redução segue “a dinâmica de sazonalidade do varejo”, combinada com o plano de transformação em curso. 
Esse plano prevê revisões constantes no curto e no médio prazo, incluindo fechamento de unidades, ajustes de área de vendas, redimensionamento de operações e, eventualmente, novas aberturas.
Embora o número total de lojas tenha caído em todos os meses de 2025, os dados indicam um possível ponto de estabilização no último trimestre do ano. 
Em outubro, a rede contava com 1.472 lojas, passando para 1.471 em novembro e encerrando dezembro com 1.470 unidades. O comportamento sugere que a companhia pode estar se aproximando de um novo patamar operacional após um longo período de retração.

Mercado reage positivamente no curto prazo

Mesmo com a queda contínua da base de clientes, o mercado reagiu de forma positiva à divulgação dos números. 
As ações da Americanas fecharam esta terça-feira (27) em alta de 4,66%, cotadas a R$ 5,62, refletindo a leitura de que a melhora do caixa representa um passo importante na sustentação da recuperação financeira.
Para investidores, o dado reforça a percepção de que a empresa conseguiu ganhar fôlego de liquidez, mas ainda tem pela frente o desafio de reconquistar consumidores e voltar a crescer de forma consistente, especialmente em um cenário de concorrência intensa no varejo físico e digital.
📊 O desempenho operacional ao longo de 2026 deve ser crucial para avaliar se a estratégia de reestruturação será suficiente para transformar a melhora financeira em retomada efetiva de participação de mercado.

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