Americanas (AMER3): CEO fala em crescimento sustentado após recuperação
Leonardo Coelho disse que plano que será votado nesta terça-feira (19) permite pavimentar um caminho de reconstrução e geração de valor

O CEO da Americanas (AMER3), Leonardo Coelho, acredita que o plano de recuperação judicial da companhia tem potencial para equilibrar as dívidas, destravar o crescimento sustentado e retomar a geração de valor para os acionistas da varejista.
🗣️ "É uma peça sofisticada e foi minuciosamente pensado para endereçar a complexidade da dívida e as particularidades da operação das Americanas", disse Leonardo Coelho, na abertura da assembleia geral de credores que analisa o plano de recuperação judicial da companhia nesta terça-feira (19).
Segundo o executivo, o plano é "resultado do esforço conjunto do colegiado de credores, assessores financeiros, assessores jurídicos, acionistas e companhia para sanar a estrutura de capital das Americanas, permitindo assim pavimentar um caminho de reconstrução e retorno da geração de valor para todos os stakeholders".
📈 Leonardo Coelho, então, agradeceu a todos que participaram da elaboração do plano de recuperação judicial das Americanas e seguiu: "Este plano foi arduamente discutido em todas as suas nuances e assim contempla o melhor formato possível para equilibrar os passivos e destravar um crescimento sustentado".
Assembleia de credores
A Americanas tenta aprovar ainda nesta terça-feira (19) o seu plano de recuperação judicial. A assembleia geral de credores começou às 14h e quase foi suspensa em razão das últimas alterações no plano.
💲 Nesta madrugada, a Americanas precificou em R$ 1,30 as ações que devem der emitidas no processo de aumento de capital da companhia, previsto no plano de recuperação judicial. Por isso, no início da assembleia, um grupo de credores pediu mais tempo para avaliar a mudança.
Apenas 10,85% dos credores presentes, no entanto, votaram pela suspensão da assembleia, que tem uma segunda convocação prevista para 22 de janeiro de 2024. Por isso, a assembleia continuou e já se estende por mais de quatro horas nesta terça-feira (19).
💰 Cerca de 97,35% dos credores da classe 3, de créditos quirografários sem garantias, participam da assembleia. Essa categoria inclui bancos e fornecedores e envolve uma dívida de R$ 49,9 bilhões. Isto é, a maior parte da dívida de R$ 50,1 bilhões da Americanas. O restante do débito diz respeito a dívidas trabalhistas (R$ 82,9 milhões) e microempresas ou empresas de pequeno porte (R$ 180,2 milhões).
Americanas tem maioria
Depois de meses de negociação com os credores, a Americanas chega a assembleia desta terça-feira (19) com o apoio da maior parte dos seus credores. Nesta madrugada, a empresa disse ter o apoio de "credores quirografários titulares de parcela significativamente superior a 60% da dívida da Companhia".
🤝 A varejista fechou acordos com os principais bancos credores nas últimas semanas e anunciou nesta madrugada o apoio de mais três bancos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia), além de outros detentores de títulos da empresa.
O acordo prevê a capitalização da empresa em aproximadamente R$ 24 bilhões, sendo R$ 12 bilhões do seus acionistas de referências e mais R$ 12 bilhões de bancos credores. Com isso, os credores devem passar a responder por cerca de 45% a 48,2% do capital social da empresa.
Já a participação dos acionistas de referência (o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles) deve passar dos atuais 30,1% para algo em torno de 46% a 49,3% do capital social da companhia. A participação de outros acionistas, que hoje é de 69,9%, será achatada para até 2,5%.
Leia também: Lojas Renner (LREN3): Goldman Sachs reduz participação acionária na companhia

Renda fixa isenta de IR: FS Bio recompra CRAs pagando IPCA+ 11% ao ano
Crise no crédito de empresas do agronegócio faz taxas dispararem e preços dos títulos caírem na marcação a mercado

Ibovespa vai de foguete, mas quais são as ações mais descontadas da B3 ainda?
Setor que reúne as empresas brasileiras mais baratas da Bolsa está em liquidação de 34%; confira

Prejuízo da AgroGalaxy (AGXY3) bate R$ 1,6 bilhão no 3T24 com recuperação judicial
Mesmo sem provisões e multas contra a empresa, a administração ainda considera que o prejuízo no trimestre seria de R$ 587,6 milhões

Recuperação judicial no agro? Este CRA do Posto Ipiranga não é furada
Taxa dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio do Ipiranga saltaram de IPCA+ 6,00% a.a. para IPCA+ 6,60% a.a.

GOLL4 dá prejuízo milionário em dólares; veja dados ao tribunal de falências
Gol Linhas Aéreas Inteligentes reporta prejuízo líquido de US$ 96 milhões em agosto

Debêntures pagam quase 18% ao ano na renda fixa em 2025; veja o retorno
Ferramenta do Investidor10 simula qual pode ser a rentabilidade dos títulos de crédito privado, tanto os que pagam imposto de renda quanto os isentos

Renda fixa isenta de IR paga taxa equivalente a IPCA+ 9,4% ao ano; veja ganho
Corretora do Banco do Brasil recomenda investimento no CRI emitido pelo Grupo Mateus; rentabilidade é quase 25% maior que IPCA+ 6% do Tesouro Direto

Fundo imobiliário abocanha 4 lojas do Grupo Mateus (GMAT3)
TRXF11 fará bem bolado com operação de de built to suit; entenda o negócio e os valores