No cenário financeiro, a renda fixa se destaca como uma categoria de investimentos que oferece estabilidade e previsibilidade, recursos valiosos para investidores em busca de segurança e retorno consistente.

Compreender o que é renda fixa e explorar os diversos ativos que compõem essa categoria torna-se fundamental para quem deseja tomar decisões financeiras informadas e alinhadas aos seus objetivos.

Este artigo visa desvendar os principais aspectos da renda fixa, desde seus fundamentos até a análise dos diferentes ativos que a compõem.

Nosso objetivo ao mergulhar no universo da renda fixa, é capacitar investidores para tomar decisões assertivas, considerando fatores como rentabilidade, risco, prazo de vencimento e liquidez.

Para saber mais, continue conosco e acompanhe esse conteúdo até o final.

O que é renda fixa?

A renda fixa é uma categoria de investimentos que reúne ativos cujos investidores sabem quanto vão obter de rendimentos após determinado período.

Ao investir em renda fixa, o investidor tem uma previsibilidade maior sobre os ganhos que irá receber ao longo do tempo, uma vez que as regras para cálculo e pagamento desses rendimentos são conhecidas no momento da aplicação.

Além disso, os ativos de renda fixa são considerados menos arriscados em comparação com os investimentos em renda variável, pois não sofrem variação negativa e oferecem uma previsibilidade melhor de retorno.

Como funcionam os ativos de renda fixa?

Como funcionam os ativos de renda fixa?
Como funcionam os ativos de renda fixa? – Foto: Freepik

Os rendimentos dos ativos de renda fixa costumam ser vinculados a índices de referência, taxas de juros ou outros parâmetros conhecidos.

A rentabilidade dos investimentos em renda fixa pode se dar de diversas maneiras, dentre elas:

  • Juros pré-fixados: Quando a taxa de rendimento é definida no momento da aplicação;
  • Juros pós-fixados: Quando a remuneração está atrelada a algum índice, como a taxa Selic ou o CDI).

Dito isso, é importante explicar que ativos de renda fixa podem ser emitidos por diferentes entidades, como governos, empresas e instituições financeiras, e são utilizados como uma forma de captação de recursos.

Sendo assim, ao adquirir esses ativos, os investidores emprestam dinheiro para essas entidades, recebendo em troca um pagamento previamente definido.

Veremos na sequência, que dentro da renda fixa, existem diferentes tipos de ativos, cada um com suas características específicas.

Quais são os ativos da renda fixa?

Existem diferentes tipos de ativos para quem deseja investir na renda fixa. Neste tópico, nós vamos listar os principais ativos dessa categoria, pontuando suas principais características.

1.Títulos públicos

Os títulos públicos do Tesouro Nacional são instrumentos de investimento emitidos pelo governo federal por meio do Tesouro Direto, um programa criado em parceria com a Bolsa de Valores (B3).

Esses títulos são considerados uma das formas mais seguras de investimento em renda fixa, uma vez que envolvem o empréstimo direto de dinheiro ao governo.

Sendo assim, que investe em títulos públicos, empresta dinheiro para o governo em troca de uma taxa de remuneração pré-fixada ou pós-fixada, a ser paga na data de liquidação da aplicação.

Existem diferentes tipos de títulos públicos, incluindo:

Tesouro Selic:

  • Rentabilidade vinculada à taxa básica de juros (Selic).
  • Indicado para objetivos de curto prazo.
  • O valor investido sofre variações diárias de acordo com a Selic.

Tesouro Prefixado:

  • Taxa de rendimento definida no momento da compra.
  • Indicado para quem deseja saber antecipadamente a rentabilidade.
  • O valor investido não varia com as oscilações do mercado.

Tesouro IPCA+:

  • Rentabilidade composta por uma taxa prefixada mais a variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
  • Indicado para proteção contra inflação.
  • O valor investido sofre variação de acordo com o IPCA.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais:

  • Semelhante ao Tesouro IPCA+, mas com pagamentos de juros semestrais.
  • Indicado para quem deseja receber rendimentos periódicos.

2.CDB (Certificado de Depósito Bancário)

O Certificado de Depósito Bancário, também conhecido como CDB, é um título de renda fixa emitido pelos bancos como uma forma de captação de recursos.

Na prática, ele funciona como um contrato em que o investidor empresta dinheiro ao banco por um determinado prazo em troca de pagamento de juros.

Ao final do período acordado, o banco devolve o valor principal investido, acrescido dos juros acumulados.

Dentre as principais características do CDB, podemos destacar:

  • Rentabilidade: A rentabilidade do CDB pode ser pré-fixada, com uma taxa de juros definida no momento da aplicação, ou pós-fixada, atrelada a algum indicador, como o CDI.
  • Prazo de vencimento: O prazo de vencimento do CDB pode variar de curto a longo prazo, permitindo que os investidores escolham a opção que melhor se alinhe aos seus objetivos financeiros.
  • Liquidez: Alguns títulos CDB contam com liquidez diária, enquanto outros só podem ser resgatados no vencimento da aplicação.
  • Garantia do FGC: O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) garante o pagamento de até R$ 250.000,00 por investidor em caso de quebra do banco emissor do CDB.
  • Imposto de renda: Os rendimentos do CDB estão sujeitos à tributação pelo Imposto de Renda (IR). A alíquota varia de acordo com o prazo de aplicação, seguindo a tabela regressiva.

3.LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras com o objetivo de captar recursos para financiar, respectivamente, o setor imobiliário e o agronegócio.

Esses instrumentos oferecem algumas particularidades que os tornam atrativos para determinados perfis de investidores.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

O LCI é emitido por instituições financeiras para captar recursos destinados ao financiamento de construções e empreendimentos imobiliários.

  • Garantia e proteção: Assim como o CDB, a LCI é garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 250.000,00 por investidor, em caso de quebra do banco emissor.
  • Isenção de Imposto de Renda: Investidores pessoas físicas são isentos do pagamento do Imposto de Renda sobre os rendimentos da LCI.
  • Prazos e rentabilidade: Pode ter prazos variados, oferecendo opções de curto, médio e longo prazo. A rentabilidade pode ser pré-fixada ou pós-fixada, atrelada a índices como o CDI.

Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

A LCA é emitida por instituições financeiras para captar recursos destinados ao financiamento de atividades do agronegócio.

  • Garantia e proteção: Assim como uma LCI, a LCA é garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 250.000,00 por investidor.
  • Isenção de Imposto de Renda: Assim como a LCI, a LCA é isenta de Imposto de Renda para investidores pessoa física.
  • Prazos e rentabilidade: Os prazos da LCA podem variar, e a rentabilidade pode ser pré-fixada ou pós-fixada, geralmente atrelada a índices como o CDI.

4.CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio)

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são ativos de renda fixa emitidos por securitizadoras e representam uma alternativa de investimento no mercado brasileiro.

  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI): Os CRIs são lastreados em créditos imobiliários, como financiamentos de imóveis, aluguéis, entre outros. As securitizadoras adquirem esses recebíveis e os transformam em títulos negociáveis ​​no mercado.
  • Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA): Os CRAs são lastreados em créditos de receitas de negócios relacionados ao agronegócio, como financiamento de produção agrícola, criação de animais, entre outros.

Dentre as principais características desse tipo de ativo, podemos destacar:

  • Liquidez: Normalmente, títulos dessa natureza possuem vencimento no médio e longo prazo.
  • Isenção de impostos: CRI e CRA são isentos de IOF e Imposto de Renda para pessoa física.
  • Remuneração: A remuneração do título pode ser fixada ou pós-fixada.

5.LC (Letra de Câmbio)

As Letras de Câmbio (LC) são títulos de renda fixa emitidos por financeiras, com o objetivo de captar recursos para financiar suas atividades.

Esse instrumento é uma forma de captação de recursos, onde o investidor empresta dinheiro para a instituição financeira emissora em troca do recebimento de juros no vencimento da aplicação.

  • Rentabilidade: A rentabilidade das LCs pode ser pré-fixada, com uma taxa de juros definida no momento da aplicação, ou pós-fixada, atrelada a índices como o CDI.
  • Prazos: Os prazos das LCs podem variar, oferecendo opções de curto, médio e longo prazo. Os investidores podem escolher a LC que melhor atenda às suas necessidades de liquidez e horizonte de investimento.
  • Garantia do FGC: As Letras de Câmbio contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no valor de até R$ 250.000,00 por investidor.
  • Imposto de Renda: Os rendimentos das letras de câmbio estão sujeitos à tributação pelo Imposto de Renda (IR).

6.Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos no mercado financeiro.

Sendo assim, ao investir em debêntures, o comprador está, na prática, emprestando dinheiro para uma empresa emissora em troca da devolução do valor principal investido com juros ao final do prazo estipulado.

As debêntures são uma modalidade de investimento em renda fixa e apresentam algumas características específicas:

  • Rentabilidade: A rentabilidade das debêntures pode ser prefixada ou pós fixada, atreladas a indicadores como CDI e IPCA.
  • Tipos de debêntures: As debêntures podem ser definidas em diversos tipos, como simples, conversíveis em ações, permutáveis, com garantia real, entre outras.
  • Riscos: O risco associado às debêntures está relacionado à capacidade da empresa emissora em honrar seus compromissos. Empresas com maior risco de crédito geralmente oferecem dívidas com taxas de juros mais elevadas.
  • Garantia do FGC: Diferentemente de outros ativos da renda fixa, as debêntures não contam com garantia do Fundo Garantidor de Crédito.
  • Isenção de Imposto de Renda: As debêntures incentivadas são isentas de Imposto de Renda.

7.Fundos de renda fixa

Os fundos de renda fixa são uma categoria de fundos de investimento cuja carteira é composta predominantemente por ativos de renda fixa, como títulos públicos, CDBs, debêntures, entre outros.

Esses fundos são administrados por gestores profissionais, que tomam decisões com o objetivo de buscar a melhor rentabilidade dentro das condições previstas no regulamento do fundo.

Dentre as características importantes dos fundos de renda fixa, podemos destacar:

  • Composição da carteira: A maior parte da carteira de um fundo de renda fixa é alocada em ativos de renda fixa, que oferecem uma previsibilidade maior de retorno em comparação com ativos de renda variável.
  • Rentabilidade e objetivo: O principal objetivo desses fundos é proporcionar retornos superiores aos investimentos em renda fixa tradicional, como CDBs e títulos públicos, por meio da gestão ativa da carteira.
  • Perfil de risco: Os Fundos de Renda Fixa geralmente possuem risco mais baixo, quando comparados com fundos de renda variável.
  • Taxa de administração e outras taxas: Os fundos cobram uma taxa de administração, que remunera os gestores pela gestão do fundo. Alguns fundos também cobram taxa de desempenho, que é uma remuneração adicional caso o fundo alcance determinada rentabilidade.
  • Liquidez: A liquidez dos fundos de renda fixa pode variar. Alguns permitem que os investidores resgatem seus recursos a qualquer momento, enquanto outros contam com prazos de resgate maiores.
  • Impostos: A tributação dos rendimentos de fundos de renda fixa segue a tabela regressiva de Imposto de Renda. Sendo assim, quanto maior o prazo do investimento, menor a alíquota do imposto.

Com diferentes tipos de ativos de renda fixa, os investidores conservadores podem montar uma carteira de investimentos diversificada sem correr os riscos da renda variável.

Para quem a renda fixa é indicada?

Para quem a renda fixa é indicada?
Para quem a renda fixa é indicada? – Foto: Freepik

A renda fixa é indicada para investidores conservadores, ou seja, que não estão dispostos a aplicar recursos em ativos de médio ou alto risco, e também, para aqueles que buscam:

Objetivos de curto prazo:

  • Para metas de curto prazo, como a formação de uma reserva de emergência, uma viagem ou a compra de um bem de consumo durável, a renda fixa é uma escolha interessante devido à sua liquidez e menor volatilidade.

Aposentadoria e renda passiva:

  • Investidores que buscam uma fonte de renda passiva e estável, especialmente aqueles em fase de aposentadoria, muitas vezes alocam parte de seus recursos em ativos de renda fixa.

Investidores iniciantes:

  • Investidores iniciantes muitas vezes começam com ativos de renda fixa devido à sua simplicidade e menor complexidade em comparação com ativos de renda variável.

Diversificação da carteira:

  • Mesmo os investidores mais agressivos que têm uma grande parcela de sua carteira alocada em ativos de renda variável podem incluir ativos de renda fixa para diversificar e reduzir o risco global da carteira.

Momentos de incerteza no mercado:

  • Durante períodos de instabilidade econômica ou volatilidade nos mercados financeiros, os investidores muitas vezes buscam refúgio em ativos de renda fixa devido à sua natureza mais estável.

Reservas de emergência:

A renda fixa é uma boa escolha para quem deseja formar reservas de emergência, pois proporciona acesso rápido aos recursos em caso de necessidade, enquanto ainda gera algum retorno.

Por fim, é importante ressaltar que, embora a renda fixa esteja associada a um risco menor em comparação com a renda variável, ainda há riscos envolvidos, como risco de crédito, inflação e de mercado.

Como investir em ativos de renda fixa?

Investir em ativos de renda fixa é muito simples. Para começar, confira as orientações no passo a passo abaixo:

1.Defina seu objetivo: Cada tipo de ativo tem características específicas em termos de rentabilidade, prazo de vencimento, liquidez e risco. Por isso, você precisa ter objetivos bem definidos.

2.Tenha uma conta bancária ou de investimentos: Para investir em ativos de renda fixa, você precisa ter uma conta em uma instituição financeira, que pode ser um banco, corretora de valores.

3.Escolha o ativo: Dentro da plataforma da instituição financeira, selecione os ativos de renda fixados nos quais deseja investir. Observe as informações sobre cada ativo, como prazo de vencimento, taxas de juros, riscos e outras características relevantes.

4.Realize a compra dos ativos: Após escolher os ativos, você pode realizar uma compra diretamente pela plataforma da instituição financeira. Indique o valor que deseja investir e confirme a operação.

5.Acompanhe seus investimentos: Após a compra, é importante acompanhar os seus investimentos e rendimentos que serão obtidos ao longo do tempo.

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