Você já ouviu falar nos fundos de investimentos? Sabe como eles funcionam? Ainda não? Então, não deixe de acompanhar esse artigo!

Nesse conteúdo, o Investidor 10 vai explicar o que são e como funcionam os fundos de investimentos, retirando suas principais dúvidas sobre o assunto, portanto, não deixe de conferir!

O que são fundos de investimentos?

Fundos de investimento
Fundos de investimento – Foto: Freepik2

Os fundos de investimento são uma espécie de condomínio de investidores, também conhecidos como cotistas, que se reúnem com um objetivo em comum: obter retorno financeiro por meio das suas aplicações nos fundos do qual fazem parte.

Podemos dizer também, que os fundos de investimentos funcionam como uma carteira, composta na maioria dos casos por vários ativos diferentes, entre opções da renda fixa e da renda variável.

A aplicação de recursos em um fundo de investimentos, em geral é indicada para aquelas pessoas que desejam investir, mas que não possuem tempo disponível para acompanhar as notícias e os indicadores de mercado ou então acreditam que não possuam todo o conhecimento necessário para fazer boas escolhas.  Sendo assim, esses investidores optam por realizar as suas aplicações deixando nas “mãos” de terceiros as tomadas de decisão.

Afinal, talvez você ainda não saiba, mas os fundos de investimentos são geridos e administrados por profissionais com grande conhecimento e domínio sobre o mercado de capitais, aos quais cabe a responsabilidade de escolher onde aplicar os recursos dos fundos e acompanhar a sua evolução.

Por esse trabalho, os fundos cobram periodicamente um percentual dos cotistas conhecido como taxa de administração e em alguns casos uma taxa extra, conhecida como taxa de performance, quando os ganhos obtidos pelo fundo de investimento, ultrapassa o que era esperado inicialmente.

Quais são as vantagens dos fundos de investimentos?

gráficos de investimento
Gráficos de investimento – Foto: Freepik

Confira agora, quais são as principais vantagens dos fundos de investimento e descubra o que faz com que muitos investidores prefiram investir por meio deste mecanismo.

Diversificação: Como citamos anteriormente, os fundos de investimento contam com uma carteira diversificada de ativos, incluindo na maioria das vezes opções na renda variável e na renda fixa.

Esse conjunto de ativos diversificados que podem compor um fundo de investimentos, costuma ser muito atrativo e uma grande vantagem em termos de segurança e rentabilidade para os seus cotistas investidores.

Valor acessível: Outra grande vantagem oferecida pelos fundos de investimentos reside nos seus valores acessíveis. Atualmente com apenas R$ 100,00 reais, já é possível participar de boa parte dos fundos de investimentos do mercado.

Gestão Especializada: A gestão especializada é sem dúvidas uma das maiores vantagens oferecidas pelos fundos de investimentos.

Geridas por analistas renomados no mercado de investimentos, a gestão especializada transmite para o investidor a segurança de colocar o seu dinheiro para trabalhar, sob a supervisão de alguém que realmente entenda do mercado financeiro e que esteja pronto para tomar sempre as melhores decisões.

Liquidez:  Outra grande vantagem encontrada por quem decide investir nos fundos de investimentos diz respeito a sua liquidez, uma vez que caso necessário, esse tipo de aplicação permite que o investidor resgate o valor das suas cotas com certa rapidez.

Quais são os fundos de investimentos existentes?

notebook e gráficos financeiros
Notebook e gráficos financeiros – Foto: Freepik

Atualmente existem diferentes tipos de fundos de investimentos existentes no mercado, são eles:

  • Fundos Cambiais;
  • Fundos de Ações;
  • Fundos Multimercado;
  • Fundos de Renda Fixa;
  • Fundos de Previdência;
  • Fundos Imobiliários.

Vamos conhecer como funciona cada uma das opções de fundos de investimentos listadas acima?

Fundos Cambiais 

Os fundos cambiais são aqueles que utilizam como estratégia de investimento a aplicação de 80% ou mais do seu patrimônio em ativos relacionados a outras moedas, como por exemplo, o dólar.

Esse tipo de fundo de investimento é muito procurado por aqueles investidores que desejam obter excelentes lucros com a variação de outras moedas frente ao real. Sendo assim, as variações negativas ou abaixo do esperado, são os principais fatores de risco desse tipo de fundo.

Fundos de Ações

Os fundos de ações como o próprio nome sugere, são aqueles que investem a maior parte do seu patrimônio em ações, sendo portanto indicados para investidores que possuam estratégias de investimento relacionadas a esse tipo de ativo.

Para ser considerado um fundo de ações, o fundo de investimento deve aplicar no mínimo 67% do patrimônio em ações.  Já o percentual restante pode ser distribuído entre outros tipos de ativos.

Fundos Multimercado

Diferentemente dos anteriores, os fundos multimercado não possuem uma política pré-definida em relação às suas aplicações. 

Sendo assim, os gestores desse tipo de fundo contam com a liberdade de incluir na carteira diferentes aplicações, como por exemplo, aplicações de renda fixa, câmbio, ações e derivativos.

Fundos de Renda Fixa

Como o próprio nome sugere, os fundos de renda fixa são aqueles em que os seus gestores devem obrigatoriamente investir predominantemente em aplicações da renda fixa, para ser mais exato, o percentual mínimo de aplicação desse tipo de fundo é de 80% do seu patrimônio.

Já o percentual restante do patrimônio costuma ser investido em opções da renda variável, como por exemplo, as ações, visando uma rentabilidade um pouco maior para o fundo, sem expor o patrimônio dos cotistas a um grande risco.

Fundos de Previdência

Por sua vez, os fundos de previdência são aqueles indicados para cotistas que possuem objetivos de longo prazo, como por exemplo, uma aposentadoria tranquila e por isso desejam investir nos planos de previdência, também conhecidos pelas siglas PGBL e VGBL.

Esse tipo de fundo de investimentos conta com alguns benefícios tributários que visam estimular o investidor a manter o dinheiro aplicado por mais tempo, ou seja, no longo prazo. 

Fundos Imobiliários

Por fim, temos os fundos imobiliários que são aqueles onde o investidor, ou seja, o cotista aplica os seus recursos em empreendimentos imobiliários.

Nesse tipo de fundo, os cotistas são remunerados por meio de proventos oriundos da venda ou da locação de imóveis adquiridos com o patrimônio do próprio fundo. Sua grande vantagem consiste na isenção do imposto de renda sobre tais proventos.

Fundos Abertos x Fundos Fechados

Gráfico de diversificação de carteira
Gráfico de diversificação de carteira – Foto: Freepik

Além dos tipos de fundos listados no tópico anterior, uma outra classificação a respeito dos fundos de investimentos também é muito importante. A classificação que divide os fundos em abertos e fechados. Vamos verificar o que isso quer dizer?

Fundos abertos: Basicamente, os fundos abertos são aqueles em que o investidor possui a liberdade de realizar novas aplicações e resgates a qualquer tempo.

Fundos fechados: Já os fundos fechados são aqueles em que o investidor não consegue aplicar ou realizar resgates a qualquer tempo, mas apenas em dois momentos específicos, no período de captação e no encerramento do fundo.

Entende-se por período de captação aquele em que o fundo está aberto para a entrada de investidores. Sendo assim, após esse período o fundo não admite novos investidores e nem mesmo resgates, que somente poderão ser realizados em uma data previamente determinada, em geral alguns anos depois, justamente na data de encerramento do fundo.

Sendo assim, antes de decidir pela participação em um fundo de investimentos, você deve sempre observar se o fundo em questão é do tipo aberto ou fechado.

Como funciona a tributação dos fundos de investimentos?

tributação em fundos de investimentos
Tributação em fundos de investimentos – Foto Freepik

A tributação dos fundos de investimento é um outro ponto que merece toda a atenção, afinal o assunto costuma gerar muitas dúvidas entre os investidores, principalmente, entre aqueles que estão apenas iniciando neste tipo de aplicação.

De acordo com a Receita Federal, os Fundos de Investimento são classificados em três categorias para efeitos de cálculo do Imposto de Renda, são elas:

  • Fundos de Ações
  • Fundos de Tributação de Curto Prazo
  • Fundos de Tributação de Longo Prazo

Vamos entender como funciona a tributação de cada uma das categorias listadas acima?

Fundos de Ações

Nos fundos de ações a alíquota do Imposto de Renda é fixada em 15% sobre os rendimentos obtidos, independentemente do prazo da aplicação.

Os fundos de ações contam com retenção do IR na fonte, o que quer dizer que seja qual for o prazo em que o investidor permanecer com os recursos investidos, o imposto será cobrado sobre os rendimentos no momento do resgate.

Fundos de Tributação no Curto Prazo

Nos fundos de tributação no curto prazo, a regra de incidência do imposto de renda é a seguinte:

  • Para aplicações de até 180 dias: alíquota de 22,5%
  • Para aplicações superiores a 180 dias: alíquota de 20%

Vale destacar, que para fins de tributação, são considerados fundos de investimento de curto prazo aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias. 

Fundos de Tributação no Longo Prazo

Nos fundos de tributação no longo prazo, a regra de incidência do imposto de renda é a seguinte:

  • Para aplicações de até 180 dias: alíquota de 22,5%
  • Para aplicações superiores entre 180 e 360 dias: alíquota de 20%
  • Para aplicações superiores entre 361 e 720 dias: alíquota de 17,5%
  • Para aplicações acima de 720 dias: alíquota de 15%

Vale destacar, que para fins de tributação, são considerados fundos de investimento de longo prazo aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias. 

Come-Cotas

Por fim, falando ainda sobre o imposto de renda aplicado aos fundos de investimento, precisamos detalhar como funciona a sua cobrança e o tradicional sistema “Come-Cotas”.

Como já citamos aqui nesse artigo, o imposto de renda sobre a maior parte dos fundos de investimentos costuma funciona no esquema come-cotas, que nada mais é do que uma antecipação do imposto de renda devido que ocorre todos os anos nos meses de maio e novembro.

Para esse recolhimento antecipado sempre é utilizada a menor alíquota do imposto de renda por tipo de fundo, ou seja, 20% para fundos de curto prazo e 15% para fundos de longo prazo.

Sendo assim,  a cada 6 meses, os fundos deduzem o imposto de renda dos seus cotistas, considerando o rendimento obtido pelo fundo de investimento nesse período. 

Além disso, no momento do resgate, se for o caso o investidor deverá realizar o recolhimento suplementar do imposto de renda com base em alíquota final.

Por fim, vale destacar, que não há incidência de “come-cotas” nos fundos de previdência e nos fundos de ações.

Ficou com alguma dúvida em relação aos fundos de investimentos? Então, não deixe de nos enviar o seu comentário! Continue visitando o blog do Investidor 10 e tenha acesso a muitos conteúdos relevantes sobre o universo dos investimentos.

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