Os fundos imobiliários, comumente conhecidos como FIIs, têm ganhado muita populariedade no mercado atualmente. De fato, a razão disto é a facilidade de poder investir no setor de ativos imobiliários sem ter que lidar com tanta burocracia e papelada que um imóvel costuma exigir.

Porém, se você não sabe o que são fundos imobiliários e muito menos faz ideia de como investir neles, não se preocupe! Neste artigo, iremos explicar tudo a você, desde o que é um FII, quais os seus tipos e também como investir. Continue lendo e confira!

O que são fundos imobiliários?

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Fundos Imobiliários – Foto: Freepik

Para explicar de maneira mais simples, os fundos imobiliários representam um conjunto de investidores que aplicam seus recursos reunidos em ativos imobiliários. Além disso, os FIIs são uma espécie de condomínio fechado, onde parcelas ideais são divididas – as chamadas cotas.

Dessa forma, os FIIs nada mais são do que um investimento, que realizado por meio da Bolsa de Valores, permite que os investidores comprem uma ou mais cotas desse Fundo. Além disso, investindo em FIIs, você também pode lucrar com a valorização da cota e também com a distribuição de rendimentos, geralmente feito pelo administrador do Fundo.

Quais são os tipos de fundos imobiliários?

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Fundos Imobiliários – Foto: Freepik

Quanto aos tipos de Fundos, saiba que existem muitos no mercado, cada um com suas peculiaridades e características. Porém, neste artigo, vamos apresentar a você quatro tipos: fundos de renda (tijolo), fundos de recebíveis, fundos de desenvolvimento imobiliário e fundos de fundos (FOF).

Fundos de Renda (Tijolo)

Os Fundos de Renda são os fundos mais tradicionais que existem no mercado. Além disso, seu objetivo principal é encontrar pessoas ou até mesmo empresas interessadas em usar os imóveis adquiridos. Dessa forma, em troca, o fundo recebe uma renda mensal de aluguel que ele deve distribuir aos seus cotistas.

Ainda, a função desse tipo de fundo é investir em aquisição, construção ou até mesmo aluguel de imóveis dos tipos:

  • hospitais;
  • faculdades;
  • shopping centers;
  • agências bancárias;
  • hotéis;
  • galpões e amarzéns, etc.

Fundos de Recebíveis (fundos de papel)

Os Fundos de Recebíveis, por sua vez, são conhecidos informalmente como “fundos de papel”, também chamados de CRIs. Sua estratégia é investir em títulos financeiros que estão vinculados ao mercado imobiliário, como LCI, CRI, cotas de outros fundos imobiliários, títulos de recebíveis imobiliários, etc.

Dessa forma, o lucro vem dos dividendos e juros que são pagos por esses títulos, o que é ideal para quem deseja uma boa rentabilidade sem se expôr ao mesmo risco dos fundos de tijolo que explicamos anteriormente.

Fundos de Desenvolvimento Imobiliário

Os Fundos de Desenvolvimento Imobiliário são mais complexos e por isso, são mais difíceis de serem avaliados por pessoas físicas. Os recursos captados desses fundos têm destino em desenvolvimento de projetos, em sua maior parte, residenciais.

Além disso, este tipo de ativo apresenta rentabilidades muito variáveis, o que gera um pouco de dificuldade para interpretá-los de maneira assertiva. Por isso, é imprescindível acompanhar bem de perto os números colocados pelos gestores em relatórios mensais.

Fundos de Fundos (FOF)

Por fim, os Fundos de Fundos são um conjunto de todos os outros tipos de fundos imobiliários, que podem ser adquiridos para integralizar o portifólio. Geralmente, os FOFs possuem de 20 a 25 fundos imobiliários em carteira, o que gera uma excelente dissipação de riscos.

Além disso, os Fundos de Fundos são indicados para pessoas que não possuem muito tempo para investir em FIIs ou que querem começar a “testar” e ver como o mercado funciona.

Ainda, pela característica de juntarem muitos tipos de fundos, os Fundos de Fundos são os menos arriscados.

Como investir em fundos imobiliários?

Fundos Imobiliários
Fundos Imobiliários – Foto: Freepik

Para investir em fundos imobiliários, você precisará seguir alguns passos:

1) Escolha uma corretora de valores e cadastre-se nela

Escolher uma boa corretora de valores é essencial, afinal será através dela que você irá poder comprar e vender sua cota de FIIs.

Por isso, após escolher sua corretora, você precisará realizar um cadastro com suas informações pessoais, dados bancários e alguns documentos como CPF e RG.

Além disso, você precisará transferir uma quantia em dinheiro para ela a fim de que você possa realizar operações no mercado. Várias corretoras possuem formas simplificadas de depósitos, como, por exemplo, DOC, TED e transferência bancária.

2) Escolha o fundo imobiliário

Apesar de o mercado oferecer uma gama de FIIs para você escolher, é necessário analisar bem antes de tomar uma decisão. Você pode analisar os ativos, histórico de rentabilidade no futuro, checar se a administração é boa, etc.

Se algumas dúvidas surgirem, não se preocupe, pois você pode pedir ajuda para a equipe da sua corretora, ver algum vídeo no Youtube ou até mesmo ler um artigo no nosso site.

3) Invista

Após você ter escolhido o fundo depois de muita análise, é hora de você enviar uma ordem de compra através da corretora. Para isso, basta você digitar o código do fundo, a quantidade de cotas que você deseja como também o valor que você quer comprá-las.

Posteriormente, sua oferta seguirá para o mercado e se alguém estiver disposto a vender as próprias cotas pelo valor que você ofereceu, o negócio será fechado.

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