Como fazer o dinheiro trabalhar para você?
Atualmente, o cenário de instabilidade e a alta taxa de juros, são fenômenos que estão afetando o mercado de investimentos e finanças no Brasil.
No entanto, a boa notícia é que existe um ativo que, independentemente das oscilações e riscos do mercado, continua sendo uma das formas mais tradicionais e seguras de preservar patrimônio: o ouro.
Símbolo de riqueza e poder desde a antiguidade, o metal precioso mantém sua relevância não apenas na fabricação de joias, mas também como instrumento de proteção contra crises econômicas, inflação e instabilidades políticas.
Quer entender o que é o investimento em ouro e como é realizado? Confira a seguir!
Investir em ouro significa adquirir o metal precioso em sua forma física (como barras, moedas ou joias) ou por meio de ativos financeiros que representem o seu valor.
O objetivo principal é proteger o patrimônio contra oscilações econômicas, inflação e instabilidades no mercado.
Diferente de ações, que representam participação em empresas, ou de títulos de renda fixa, que pagam juros, o ouro não gera fluxo de caixa. Sua função é manter ou aumentar o valor investido ao longo do tempo, funcionando como uma espécie de seguro financeiro.
Por ser considerado uma commodity global, o preço do ouro é definido internacionalmente e atrelado ao dólar, o que garante liquidez em praticamente qualquer lugar do mundo.
O ouro tem um papel estratégico na carteira de muitos investidores, e isso acontece por diversos motivos:
Para ilustrar, em 2008, durante a crise financeira global, o ouro foi um dos investimentos mais rentáveis no Brasil, registrando valorização de 37% no ano.
Já em 2020, com a pandemia de Covid-19, o metal disparou cerca de 60%, reforçando seu status de “porto seguro”.
Existem razões históricas, econômicas e físicas que explicam a alta valorização do ouro.
Essa combinação de escassez, utilidade e confiança acumulada ao longo de milênios explica por que o ouro é considerado um ativo tão especial.
Existem diferentes maneiras de colocar o ouro na sua carteira de investimentos. A seguir, veremos as modalidades mais comuns, com suas características. Confira!
O ouro físico é a forma mais tradicional de investir. Ele pode ser adquirido em barras, lingotes, moedas ou até joias.
No Brasil, a compra deve ser feita exclusivamente em estabelecimentos autorizados para garantir autenticidade e procedência.
Características:
Apesar desses cuidados, o ouro físico tem a vantagem de ser um ativo tangível, que você pode manter sob controle direto.
Os ETFs (Exchange Traded Funds) de ouro replicam a variação do preço do metal no mercado. No Brasil, o mais conhecido é o GOLD11, negociado na B3.
Características:
No entanto, não há posse física do metal, e é necessário arcar com a incidência de taxas de administração.
Essa modalidade é ideal para quem quer expor parte da carteira ao ouro sem se preocupar com o armazenamento físico do metal precioso.
Outra forma de investir é por meio de fundos geridos por especialistas. Esses fundos aplicam recursos em ouro físico ou em ativos que acompanham sua cotação.
Características:
No entanto, é preciso arcar com taxas de administração e, em alguns casos, performance. Além disso, aplicações em fundos de investimento estão sujeitas à incidência do Imposto de Renda.
Fundos são indicados para quem deseja delegar a gestão e manter diversificação dentro de uma mesma aplicação.
Para investidores que desejam se expor ao ouro de forma mais sofisticada, existe a possibilidade de negociar contratos futuros ou certificados na bolsa de valores.
Essas opções exigem maior conhecimento sobre mercado de derivativos e funcionamento da bolsa, sendo recomendadas para investidores mais experientes.

Fatores que influenciam o preço do ouro - (Imagem: Shutterstock)
Antes de investir, é essencial entender o que faz o valor do ouro subir ou cair. Os principais fatores são:
Cotação do dólar: Como o ouro é precificado internacionalmente em dólar, variações na moeda norte-americana impactam diretamente seu preço no Brasil. Quando o dólar sobe, o ouro em reais tende a se valorizar.
Inflação: Períodos de inflação alta aumentam a procura pelo ouro, já que ele preserva o poder de compra melhor do que moedas fiduciárias.
Taxas de juros: Quando os juros sobem, ativos de renda fixa se tornam mais atraentes, o que pode reduzir a demanda pelo ouro. Em contrapartida, juros baixos incentivam a procura pelo metal.
Crises econômicas e políticas: Conflitos geopolíticos, recessões e incertezas sobre o futuro da economia aumentam a procura pelo ouro como “porto seguro”.
Oferta e demanda: Descobertas de novas minas, custos de extração e demanda de setores industriais e de joalheria também influenciam o preço.
Apesar de ser um ativo de proteção, o ouro não está livre de riscos:
Por isso, é fundamental entender que o ouro não deve ser 100% da carteira, mas sim parte de uma estratégia de diversificação.
A decisão de como incluir ouro na carteira depende do perfil do investidor e de seus objetivos. Algumas estratégias comuns incluem:
Investidores conservadores podem optar por ETFs ou fundos de ouro, enquanto os mais experientes podem considerar contratos futuros ou ações de mineradoras.
Investir em ouro é simples, mas exige planejamento para que ele realmente cumpra seu papel na sua carteira.
Veja como dar os primeiros passos de forma estratégica:
Antes de investir, é fundamental saber por que você está comprando ouro. O objetivo pode ser proteção patrimonial (preservar valor em tempos de crise), diversificação (reduzir riscos distribuindo recursos em diferentes ativos) ou especulação (buscar lucro com a valorização no curto prazo).
Quem deseja proteção costuma manter o ativo por anos, enquanto especuladores buscam operações rápidas aproveitando oscilações de preço. Essa definição vai guiar a escolha da modalidade e do prazo de investimento.
O ouro pode ser adquirido de diversas formas, cada uma com características específicas:
Para investir em ETFs, fundos ou contratos futuros, é preciso ter conta em uma corretora autorizada pela CVM e conectada à B3.
Compare taxas, ferramentas de negociação e qualidade do atendimento antes de escolher.
Já para o ouro físico, procure bancos, distribuidoras ou corretoras especializadas com credibilidade comprovada.
A quantidade de ouro na sua carteira de investimentos deve refletir o seu perfil de investidor. Em geral, especialistas sugerem algo entre 5% e 15% do portfólio para proteção.
Quem busca maior exposição pode aumentar o percentual, mas sem comprometer recursos essenciais para outras estratégias.
Mesmo sendo um ativo de proteção, o ouro sofre variações influenciadas por dólar, inflação, crises políticas e demanda global.
Por isso, acompanhe indicadores econômicos e revise periodicamente seu posicionamento. Ajustes podem ser necessários para manter o equilíbrio da carteira.

Dicas para investir em ouro com segurança - (Imagem: Shutterstock)
O ouro é um ativo seguro, mas, como qualquer investimento, exige cuidados para evitar perdas e golpes. Algumas recomendações importantes incluem:
No caso do ouro físico, exija certificados de autenticidade emitidos por instituições reconhecidas, garantindo pureza mínima de 99,9%.
Evite compras de fontes informais ou sem registro, que podem resultar em fraudes.
Mesmo sendo um excelente ativo de proteção, o ouro não deve ser o único investimento. Combine-o com renda fixa, ações, fundos imobiliários e outros ativos para equilibrar riscos e oportunidades.
Historicamente, o ouro valoriza mais em horizontes longos. Se você busca proteção, mantenha o ativo como parte estável da carteira e evite movimentações frequentes motivadas por oscilações momentâneas.
Quando o preço do ouro dispara, muitos investidores compram no topo por medo de “ficar de fora”. Esse comportamento pode gerar prejuízos se o preço corrigir no curto prazo. Planeje suas compras de forma gradual.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de qualquer ativo financeiro.
O ouro é um ativo milenar que continua relevante no mundo moderno. Seja para proteção patrimonial, diversificação de investimentos ou como escudo contra crises, ele oferece vantagens únicas que outros ativos não conseguem replicar.
No entanto, é importante compreender seus riscos e limitações. O ouro não substitui uma carteira diversificada, mas pode ser um componente estratégico para equilibrar riscos e preservar valor.
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