Produção da Vale (VALE3) deve ganhar fôlego até 2030 com foco em valor, diz BofA
O banco projeta que a mineradora deverá produzir entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026.
A Vale (VALE3) entregou uma produção ligeiramente superior ao que era esperado pelo mercado no segundo trimestre de 2025. Por isso, alguns analistas revisaram as projeções para o próximo balanço da empresa. Ainda assim, a expectativa é de que os resultados recuem na comparação anual.
⚒️ A Vale produziu 83,6 milhões de toneladas de minério de ferro no segundo trimestre de 2025, segundo relatório operacional divulgado nessa terça-feira (2).
O dado melhorou 3,7% em relação ao mesmo período de 2024, devido ao forte desempenho das plantas de Brucutu e Serra Norte. E superou em cerca de 2% as projeções do mercado, que esperava uma produção de aproximadamente 82 milhões de toneladas.
Segundo o BTG, o dado mostra uma recuperação sazonal em relação ao primeiro trimestre e coloca a empresa no caminho certo para atingir sua meta de projeção anual.
O Itaú BBA ressaltou, contudo, que as vendas somaram 77,3 milhões de toneladas, ficando abaixo da produção no trimestre, devido à estratégia comercial da empresa de priorizar a oferta de produtos de teor médio.
💲 Já o preço praticado pela Vale no trimestre foi de US$ 85,10 por tonelada de minério de ferro. O preço tombou 13,3% em relação ao mesmo período de 2024. Contudo, analistas esperavam um tombo ainda maior, devido às incertezas que rondam esse mercado.
A Genial Investimentos, por exemplo, trabalhava com um preço de US$ 83,8 por tonelada e diz que essa diferença pode ser explicada por fatores como a melhora do mix de produtos da companhia.
A produção de cobre e níquel, que atingiu os melhores resultados dos últimos anos, também surpreendeu positivamente o mercado. A produção de cobre saltou 17,8%, chegando a 92,6 mil toneladas. Já a de níquel saltou 44,4%, para 40,3 mil toneladas.
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Diante desses números, alguns analistas reviram as projeções para o balanço financeiro do segundo trimestre da Vale, que será divulgado no próximo dia 31 de julho, após o fechamento do mercado.
A Genial Investimentos, por exemplo, elevou as estimativas para a receita líquida, o Ebitda e o lucro líquido da companhia. A XP também reviu a projeção para o Ebitda. Já o Itaú BBA se disse confortável com seus números.
📊 Nem com as revisões, no entanto, o mercado espera que a Vale apresente resultados melhores que os do mesmo período de 2024. Naquele trimestre, a mineradora lucrou US$ 2,7 bilhões. Já a receita atingiu US$ 9,9 bilhões e o Ebitda, US$ 3,9 bilhões.
As projeções do mercado apontam para uma queda de até 45% do lucro líquido da Vale no segundo trimestre de 2025. É que a Genial Investimentos projeta um lucro de US$ 1,5 bilhão para a empresa. Já o Itaú BBA prevê um recuo de 39% do indicador, para US$ 1,69 bilhão.
Para a receita, as projeções variam entre US$ 9 bilhões (Genial) e US$ 8,6 bilhões (Itaú). Isto é, entre quedas de 8,8% e 13%.
Já em relação em Ebitda, as estimativas apontam para uma queda de até 20% do indicador. Ou seja, para um valor entre US$ 3,4 bilhões (Genial) e US$ 3,2 bilhões (Itaú BBA). A XP projeta US$ 3,3 bilhões, após a revisão.
A política de remuneração da Vale prevê o pagamento de dividendos semestrais, além de abrir a possibilidade do pagamento de dividendos extraordinários.
💰 Por isso, o dividendo do primeiro semestre deve ser pago em setembro e o do segundo semestre em março do ano seguinte.
Esta política ainda garante a distribuição de 30% do Ebtida Ajustado menos o Investimento Corrente de cada semestre para os acionistas, sob a forma de dividendos.
Diante disso e do atual preço das ações, analistas projetam um DY (DividendYield) entre 7% e 8% para a Vale neste ano.
O banco projeta que a mineradora deverá produzir entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026.
Ao longo do dia, o Ibovespa chegou a ultrapassar a marca dos 177 mil pontos no intradiário, reforçando o ritmo acelerado do rali nesta semana.
A Vale vem movimentando mais de R$ 2,3 bi por dia na B3, o melhor volume em três anos.
O índice registrou alta de 3,33%, aos 171.816,67 pontos, estabelecendo um novo recorde nominal histórico.
Os papéis das duas companhias sobem e figuram entre os principais responsáveis pelo recorde do Ibovespa.
O principal índice da B3 sobe mais de 2%, com ajuda do capital estrangeiro e de pesos-pesados.
A maioria das ações brasileiras listadas na B3 ignora tensões geopolíticas desencadeadas por Trump.
Mineradora remunera investidores que emprestaram dinheiro na 8ª emissão de debêntures.
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