Trump aperta o cerco e sobe tarifas contra a Coreia do Sul de 15% para 25%

Segundo Trump, a decisão foi motivada pelo fato de o Legislativo sul-coreano não ter promulgado um acordo comercial firmado com Washington.

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Publicado em 27/01/2026 às 21:06h - Atualizado 16 horas atrás Publicado em 27/01/2026 às 21:06h Atualizado 16 horas atrás por Matheus Silva
A Presidência da Coreia do Sul não comentou as declarações do presidente norte-americano (Imagem: Shutterstock)
A Presidência da Coreia do Sul não comentou as declarações do presidente norte-americano (Imagem: Shutterstock)
🚨 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (26), o aumento das tarifas aplicadas a importações vindas da Coreia do Sul
As alíquotas, que estavam em 15%, passaram para 25% e atingem principalmente os setores de automóveis, madeira serrada e produtos farmacêuticos.
Segundo Trump, a decisão foi motivada pelo fato de o Legislativo sul-coreano não ter promulgado um acordo comercial firmado com Washington. 
Em publicações nas redes sociais, o presidente afirmou que o Parlamento do país asiático não estaria cumprindo os compromissos assumidos no entendimento negociado com os Estados Unidos.
De acordo com Trump, como a aprovação legislativa do acordo não ocorreu, o governo norte-americano optou por elevar as tarifas de forma unilateral, ampliando o escopo das chamadas tarifas recíprocas para além dos setores inicialmente citados. 
A Presidência da Coreia do Sul não comentou imediatamente as declarações do presidente norte-americano.
Nos últimos meses, Seul vinha trabalhando para implementar o acordo anunciado em novembro, que previa a redução das tarifas dos Estados Unidos sobre exportações sul-coreanas. 
Paralelamente, o governo sul-coreano manteve diálogos com Washington para esclarecer uma investigação local envolvendo a empresa de comércio eletrônico Coupang, sediada nos EUA, após um grande vazamento de dados.
O uso de tarifas como instrumento de política externa tem sido uma marca do segundo mandato de Trump. 
Economistas alertam que a estratégia pode gerar efeitos colaterais relevantes sobre o comércio global e sobre cadeias produtivas integradas, especialmente em setores industriais sensíveis como o automotivo e o farmacêutico.
Além das críticas no campo econômico, a política tarifária do governo norte-americano também enfrenta questionamentos jurídicos. 
📊 A legalidade de algumas dessas medidas está sendo analisada em um processo em andamento na Suprema Corte dos Estados Unidos, o que adiciona um elemento de incerteza adicional ao cenário comercial entre os dois países.