Cade libera operação da United na Azul (AZUL4) e destrava saída do Chapter 11
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
🚨 Em um esforço para conter o risco de colapso de importantes companhias aéreas brasileiras, o governo federal está estruturando duas frentes de crédito que podem injetar até R$ 7 bilhões no setor.
Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4), protagonistas dessa crise, estão no centro das discussões, mas o tratamento para cada uma delas será diferente, especialmente por conta do atual estágio financeiro em que se encontram.
Uma das principais iniciativas é a liberação de R$ 5 bilhões do Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil) para o financiamento de companhias que operam voos regulares no Brasil.
O projeto, aprovado pelo Congresso, prevê que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) seja o operador principal dos recursos, podendo ser acompanhado por bancos privados que assumam o risco da operação.
A medida, segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, tem potencial para reduzir os custos operacionais das empresas e, com isso, provocar a queda no valor das passagens.
Após a sanção presidencial, um Comitê Gestor será criado para definir os limites e critérios para liberação dos recursos. Estima-se que o Fnac conte hoje com aproximadamente R$ 8 bilhões em caixa, sendo parte destinada também a políticas públicas para aviação regional e sustentabilidade.
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Paralelamente, o governo avalia outra linha de financiamento, desta vez por meio do FGE (Fundo de Garantia à Exportação), com foco específico na Azul.
A proposta pode liberar até R$ 2 bilhões por empresa, mas neste momento apenas a Azul deve ser contemplada.
A companhia enfrenta dificuldades em renegociar dívidas e, recentemente, captou R$ 600 milhões no mercado, abaixo da meta de R$ 900 milhões.
Essa operação, que envolve o FGE como garantia integral de risco, será estruturada como uma compra futura de combustível sustentável (SAF), permitindo o enquadramento como exportação.
A proposta será analisada pelo Cofig (Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações) , vinculado à Camex, em breve.
Essa linha de crédito é uma reedição de uma operação anterior autorizada em dezembro de 2023, que viabilizou US$ 200 milhões para a Azul custear manutenção de motores.
A Gol, na época, não participou da operação e, agora, está impedida de acessar essa linha por estar em recuperação judicial nos Estados Unidos, sob o chamado Chapter 11.
✈️ A Gol, ao contrário da Azul, não poderá acessar os recursos do FGE por conta de seu processo de recuperação.
A empresa, no entanto, aderiu ao programa de regularização fiscal do governo no início do ano, renegociando quase R$ 5 bilhões em dívidas tributárias por apenas R$ 880 milhões, com pagamento parcelado em até dez anos.
Enquanto isso, o governo mantém uma postura mais cautelosa em relação a ações diretas.
Em evento recente no Rio de Janeiro, o ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que não há plano de socorro individual às companhias: “O governo pensa sempre no setor”, disse ele, reforçando que o Fnac estará disponível ainda no primeiro semestre de 2025.
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Com a injeção de recursos públicos por meio do Fnac e do FGE, o cenário de recuperação para as companhias aéreas ganha novos contornos.
Para a Azul, o acesso a até R$ 2 bilhões via FGE, somado ao financiamento coletivo do setor por meio do Fnac, pode representar uma virada crucial na gestão da dívida e na melhoria da estrutura de capital.
A empresa, que recentemente enfrentou dificuldades para captar no mercado tradicional, teria margem para renegociar prazos, investir na malha aérea e melhorar a experiência dos passageiros — fatores que, na prática, ampliam a competitividade e a eficiência operacional.
Entre os analistas do setor, há expectativa de que esse novo fôlego financeiro possa permitir à Azul restabelecer a confiança do mercado, o que é essencial para futuras captações.
Se os recursos forem bem utilizados, há chance de a companhia retomar planos de expansão regional e aproveitar o crescimento da demanda interna impulsionado pela recuperação do turismo.
Já no caso da Gol, mesmo não podendo acessar diretamente a nova linha do FGE neste momento, o alívio fiscal recente — com a redução de uma dívida de quase R$ 5 bilhões para R$ 880 milhões — combinado ao possível acesso futuro ao Fnac, pode trazer um cenário mais estável no médio prazo.
A depender da aprovação dos critérios pelo Comitê Gestor do fundo, há expectativa de que a companhia também seja contemplada com linhas operacionais ou estruturadas em um segundo momento, desde que avance em seu processo de reestruturação.
💲 Os financiamentos são vistos como um mecanismo de estabilização, especialmente em um contexto de alta nos custos operacionais, variações no preço do combustível e instabilidade cambial.
Na prática, a liberação de crédito com garantias públicas reduz o risco das operações financeiras, o que torna mais viável para as empresas planejar, renegociar passivos e retomar investimentos.
Além disso, os recursos do Fnac poderão ser utilizados para ampliar a frota, modernizar aeronaves e ampliar a oferta de voos, o que contribui para a redução dos preços das passagens — uma demanda constante da população e um dos objetivos centrais do governo com a medida.
Com a operação, a participação da United na Azul subirá de 2,02% para cerca de 8%, reforçando apoio ao plano de reestruturação financeira.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a companhia aérea deve sair do Chapter 11 nos próximos 30 dias.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
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