Sabesp compra R$ 171,6 mi em ações da EMAE e eleva participação para 70%
Segundo a Sabesp, o valor da operação corresponde ao preço por ação ofertado na OPA das ações ordinárias da EMAE.
A Justiça de São Paulo suspendeu nesta sexta-feira (3) os efeitos da votação que aprovou a adesão da capital paulista à privatização da Sabesp (SBSP3). A votação ocorreu na quinta-feira (2), sob protestos e policiamento, e foi questionada por vereadores de oposição.
⚖️ Na avaliação da juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara de Fazenda Pública da Justiça de São Paulo, a Câmara Municipal de São Paulo só poderia ter votado essa pauta depois da realização de todas as audiências públicas e da apresentação de todos os estudos de impacto necessários. A condição foi estabelecida pela própria juíza, em decisão publicada em 24 de abril.
A decisão desta sexta-feira (3) acatou reclamações de vereadores do PT e do Psol. Logo depois que a Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto de lei que autoriza a capital paulista a aderir à privatização da Sabesp, a líder da bancada do Psol, Luana Alves, disse que a votação era ilegal, porque descumpria uma ordem judicial e que iria recorrer à Justiça.
Leia também: Como ajudar o Rio Grande do Sul: Estado recebe doações via Pix do Banrisul (BRSR6)
"O governo Ricardo Nunes (MDB) tentou enfiar goela abaixo essa privatização, sem apresentar o estudo de impacto orçamentário, sem ouvir a população e sem as audiências públicas necessárias", afirmou a vereadora do Psol.
🎤 A Presidência da Câmara Municipal de São Paulo, no entanto, disse que "a votação ocorreu após todas as audiências públicas previamente agendadas (nove) e após a apresentação do estudo de impacto orçamentário". "Todo o rito Legislativo foi legal e os critérios da liminar em vigor foram cumpridos", disse, em nota.
A Presidência da Câmara Municipal de São Paulo ressaltou ainda que o projeto de lei já foi sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). E argumentou que "o instrumento legal para questionar uma lei aprovada é uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) e nunca uma ação popular".
"Não há que se falar em suspensão dos efeitos da sessão, pois a Câmara entende que não cabe interferência judicial no trâmite legislativo, muito menos em um processo legislativo já encerrado", disse a Presidência da Câmara, acrescentando que, de toda forma, avalia recurso à decisão judicial.
Segundo a Sabesp, o valor da operação corresponde ao preço por ação ofertado na OPA das ações ordinárias da EMAE.
A operação envolve debêntures simples, não conversíveis em ações.
Os desembolsos ocorrerão conforme previsto no contrato de financiamento.
O acordo foi firmado com a Iguá Saneamento e prevê a transferência das ações ordinárias equivalentes ao controle da companhia.
A companhia pagou R$ 682,6 milhões por 74,9% das ações ordinárias da Emae.
Negócio foi questionado por fundo de Tanure, mas Cade e Aneel negaram o recurso.
Segundo a companhia, o pagamento será efetuado no dia 30 de abril deste ano.
Reservatórios operam no menor nível para dezembro desde 2015, última grave crise de água no estado.
Cadastro
Já tem uma conta? Entrar
Cadastro
Cadastre-se grátis para continuar acessando o Investidor10.
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?