Shell quer injetar até R$ 3,5 bi na Raízen (RAIZ4) para evitar recuperação judicial
A multinacional, que divide o controle da joint venture com a Cosan, estuda elevar o valor inicialmente previsto para recapitalizar a empresa.
Na manhã desta terça-feira (19), o Ibovespa opera com forte queda, mostram dados da B3. O principal indicador da bolsa de valores recua mais de 1,5%, retomando o patamar dos 135 mil pontos.
Há uma série de companhias que puxam o resultado para baixo, mas a principal delas é a Raizen (RAIZ4) que opera com baixa de 7,8%. Por volta das 11h, a companhia tinha seus papeis performando um pouco acima de R$ 1.
Um movimento parecido é visto em Cosan (CSAN3) que cai mais de 5% para R$ 5,50. Esse cenário é visto como uma reação do mercado a um comunicado da Petrobras (PETR4) que negou querer fazer investimentos na Raízen e na produção de etanol.
Por outro lado, a Minerva (BEEF3) é a única companhia que força uma valorização no IBOV. O frigorífico cresce 2,5% no dia, com suas ações no patamar de R$ 5,25, ainda de acordo com a B3.
Os papéis da Vale (VALE3) e de Suzano (SUZB3) aparecem na sequência, com valorização de 0,3% cada um. Enquanto o primeiro é cotado em R$ 53,35, o segundo vai a R$ 52,75.
Alguns dos outros indicadores da bolsa brasileira também operam no campo negativo, caso do Índice de Dividendos (IDIV) que cai 1,4% e do Small Caps (SMLL) que recua 1,7%. A exceção é o de Fundos Imobiliários (IFIX) que avança quase 0,1%.
O dólar também opera com alta em relação ao real brasileiro, conforme dados do Banco Central. No mesmo período, a moeda norte-americana era comprada e vendida por R$ 5,47, uma valorização de 0,6%, mesma porcentagem do euro que opera em R$ 6,38.
O resultado é uma reação do mercado em meio a uma queda no preço do petróleo e do minério de ferro. Os entes também esperam os desdobramentos da guerra da Ucrânia, depois da reunião realizada por Donald Trump (EUA) e Vladimir Putin (Rússia) no último fim de semana.
A multinacional, que divide o controle da joint venture com a Cosan, estuda elevar o valor inicialmente previsto para recapitalizar a empresa.
Produtora de açúcar e etanol corre o risco de ser desmembrada, conforme proposta da Cosan.
A dívida líquida da Raízen encerrou o último trimestre em R$ 55,3 bilhões, aumentando a pressão por medidas de redução da alavancagem.
Segundo o banco, a Raízen pode reequilibrar sua estrutura de capital por meio de aumento de capital e/ou venda de ativos.
Apesar da correção, o saldo segue positivo na semana, com o principal índice da B3 avançando 1,92%, acumulando alta de 2,81% em fevereiro.
A lógica da cisão seria isolar riscos, dar maior transparência às operações e facilitar a atração de capital para cada unidade.
Empresa diz que resultado foi pressionado por efeitos pontuais, mas mercado mantém cautela.
Fitch, S&P e Moody's cortaram a nota de crédito da Raízen após a empresa contratar assessores financeiros.
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