PF pede que Mendonça prorrogue inquérito do Banco Master por 60 dias

Segundo a PF, o esquema pode ter causado prejuízos superiores a R$ 12 bilhões.

Publicado em 18/03/2026 às 15:46h Publicado em 18/03/2026 às 15:46h por Elanny Vlaxio
As investigações apuram a fabricação de carteiras de crédito falsas (Imagem: Shutterstock)
As investigações apuram a fabricação de carteiras de crédito falsas (Imagem: Shutterstock)
A Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a prorrogação por 60 dias do prazo para investigar o caso envolvendo o Banco Master. O pedido foi encaminhado ao relator na terça-feira (17).
As investigações apuram a fabricação de carteiras de crédito falsas e o desvio de recursos para o patrimônio pessoal dos envolvidos. Segundo a PF, o esquema pode ter causado prejuízos superiores a R$ 12 bilhões.
A apuração teve início em novembro de 2025, com a primeira fase da operação Compliance Zero, quando foram expedidos mandados contra integrantes da cúpula do Banco Master, incluindo o presidente Daniel Vorcaro.
No mesmo contexto, a Justiça determinou o afastamento do presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, sob suspeita de envolvimento em operações fraudulentas,  segundo informações do "G1".
Em janeiro de 2026, uma nova fase da operação avançou sobre o rastreamento de recursos e recuperação de ativos. Também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Vorcaro e familiares.
Já em março deste ano, a fase mais recente, a PF identificou um grupo denominado “A Turma”, descrito como uma milícia privada utilizada para monitorar e intimidar adversários e jornalistas. As investigações também atingiram servidores do Banco Central do Brasil. Diante dos desdobramentos, Vorcaro voltou a ser preso.