Petrobras (PETR4) puxa Ibovespa para o positivo em dia de petróleo nas alturas

Nesta segunda-feira (2), o principal índice da bolsa brasileira encerrou com ganho de 0,28%, aos 189.316 pontos.

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Publicado em 02/03/2026 às 18:35h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 02/03/2026 às 18:35h Atualizado 1 minuto atrás por Matheus Silva
O dólar à vista subiu 0,62% e fechou a R$ 5,16 (Imagem: Shutterstock)
O dólar à vista subiu 0,62% e fechou a R$ 5,16 (Imagem: Shutterstock)
🚀 O Ibovespa (IBOV) fechou o primeiro pregão de março em alta, sustentado pela valorização das ações da Petrobras (PETR4) em um dia marcado pela disparada do petróleo. 
Nesta segunda-feira (2), o principal índice da bolsa brasileira encerrou com ganho de 0,28%, aos 189.316 pontos. O dólar à vista subiu 0,62% e fechou a R$ 5,16.
O pano de fundo foi a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após os EUA e Israel atacarem o Irã no último sábado (28), com a confirmação da morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

Petróleo dispara e Petrobras lidera as altas

O Brent, referência internacional do petróleo, chegou a subir mais de 13% durante a sessão. Os contratos mais líquidos para maio encerraram com alta de 6,68%, a US$ 77,74 o barril na ICE (Intercontinental Exchange), em Londres.
O movimento beneficiou diretamente as petroleiras brasileiras. As ações da Petrobras (PETR4) avançaram 4,58% e foram decisivas para virar o sinal do índice, que havia iniciado a sessão em queda de quase 1%. A ponta positiva do Ibovespa foi liderada pela Prio (PRIO3), com alta de 5,12%.
Na ponta negativa, Braskem (BRKM5) pressionou o índice. O mercado digeriu queda nas vendas de resinas e principais químicos no Brasil, revelada no relatório operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25).
Segundo o BTG Pactual, a companhia atravessa um momento ainda difícil, e o banco mantém postura cautelosa em relação ao setor petroquímico.

No cenário doméstico, Focus traz revisão na Selic

No âmbito doméstico, os investidores acompanharam as novas projeções do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. Os economistas consultados revisaram pela segunda vez consecutiva a estimativa para a taxa Selic ao fim de 2026, de 12,13% para 12% ao ano. 
As expectativas para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2026 permaneceram estáveis em 3,91%, mesmo após o IPCA-15 ter surpreendido para cima na semana passada.

Trump sinaliza continuidade dos ataques

No início da tarde desta segunda (2), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou, em coletiva de imprensa, que os ataques ao Irã devem durar entre quatro e cinco semanas, mas com "capacidade para prolongar por muito mais tempo".
Em entrevista à CNN, Trump sinalizou que o pior ainda está por vir. "Ainda nem começamos a atacá-los com força. A grande onda ainda nem aconteceu. A grande onda está chegando", disse o presidente.
Sobre a liderança do Irã após a morte de Khamenei, Trump afirmou: "Não sabemos quem é a liderança. Não sabemos quem eles vão escolher."
Os mercados globais reagiram com cautela. Wall Street operou sem direção única. O Dow Jones recuou 0,15%, aos 48.904 pontos; o S&P 500 avançou 0,04%, aos 6.881 pontos; e o Nasdaq subiu 0,36%, aos 22.748 pontos.
📈 Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em forte queda de 1,65%, aos 623,36 pontos. Na Ásia, o Nikkei, do Japão, recuou 1,35%, aos 58.057 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 2,14%, aos 26.059 pontos.

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